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Procurador recomenda afastamento cautelar de taxistas que negaram corrida em Florianópolis

Motoristas não levaram casal com filho doente ao hospital porque passageiros usaram os serviços de Uber; comissão disciplinar interna da Prefeitura de Florianópolis analisa o caso

Colombo de Souza
Florianópolis
28/09/2017 às 22H31

O procurador do MP (Ministério Público) do TCE (Tribunal de Contas do Estado), Diogo Roberto Ringenberg, recomendou o afastamento cautelar, até o término do processo administrativo dos dois taxistas que no dia 19 de setembro se negaram a levar um casal, o filho de dois anos e a avó dele a outro hospital porque os passageiros chegaram ao Hospital Florianópolis de Uber. Na quarta-feira (27), a comissão disciplinar interna da Prefeitura de Florianópolis, presidida pelo secretário de Transporte e Mobilidade Urbana, Marcelo Roberto da Silva, ouviu o casal e a avó. Eles contaram que levaram o menino ao hospital, pois ele havia machucado a cabeça em casa e precisava de atendimento médico.

Com base no depoimento da avó, o secretário contou que ela e a filha se dirigiram com o menino à emergência, enquanto o genro foi trocar uma nota de R$ 100 para pagar o Uber. Quando ele retornou, foi informado que o hospital não poderia fazer o atendimento e que deveriam ir para outra unidade de saúde.

Eles tentaram chamar um Uber novamente, mas não conseguiram por conta do sinal de internet. A alternativa foi solicitar uma corrida para dois taxistas que estavam no ponto do Hospital Florianópolis. Segundo a família, os taxistas se negaram a levá-los para outro hospital porque tinham utilizado inicialmente um Uber.

Os taxistas foram ouvidos pelo secretário na última terça-feira (26). Eles apresentaram versões diferentes. Contaram que não atenderam ao pedido porque o casal brigava e as discussões poderiam se estender dentro do táxi, colocando em risco a vida do taxista e dos próprios passageiros. Acrescentaram que não viram o menino com os pais. Eles foram ouvidos em horários diferentes na presença de advogados.

O secretário afirmou que nesta sexta-feira (29) pretende pedir as imagens gravadas pelas câmaras de vigilância do Hospital Florianópolis para verificar se a criança estava com os pais. “Na próxima segunda-feira a comissão se reúne e faz avaliação sobre o caso”, disse. O resultado será encaminhado ao MP do TCE.

A atitude dos taxistas foi considerada descortês pelo procurador Diogo Roberto Ringenberg, que recomendou o afastamento cautelar dos dois taxistas. O prazo para o afastamento é de cinco dias. Esse prazo passa a contar a partir da data do recebimento do ofício, no dia 27 de setembro.

Além do procedimento administrativo contra os taxistas, a família ainda registrou Boletim de Ocorrência, na 3ª Delegacia de Polícia (Capoeiras). Pai, mãe e avó da criança dizem que sofreram ameaças após a denúncia do caso. De acordo com a mãe do menino, uma pessoa que ela não conhece fez ameaças pelas redes sociais. 

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