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Procura por pessoas desaparecidas ganhará nova ferramenta em Santa Catarina

Parceria permitirá que a polícia utilize o sistema da Secretaria de Assistência Social para identificação

Redação ND
Florianópolis
02/02/2017 às 20H23

A procura por pessoas desaparecidas, realizada pela DPPD (Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas de Santa Catarina), contará com uma nova ferramenta para auxiliar as buscas: o sistema da SST (Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habilitação). A parceria resultou de um Termo de Cooperação Técnica, realizado entre a SST e a Secretaria de Estado da Segurança Pública. Representantes dos dois órgãos se reuniram na tarde desta quarta-feira (1) para discutir a novidade.

Atualmente há 4.200 estão listadas como desaparecidas em Santa Catarina - DPPD/Reprodução/ND
Atualmente há 4.200 estão listadas como desaparecidas em Santa Catarina - DPPD/Reprodução/ND


Após a atualização do sistema da delegacia, a primeira ação que será tomada é a checagem dos casos de pessoas já encontradas. “Muitos casos foram solucionados e quem fez o registro não procurava a delegacia para informar que o cidadão foi localizado. Após a varredura que fizemos, até o ano passado, conseguimos reduzir as ocorrências para o número de hoje”, afirmou o delegado Wanderlei Redondo.

Em 2013, quando a delegacia foi criada, havia 18.500 pessoas desaparecidas em Santa Catarina. Atualmente, o número chega a 4.200 – 100 crianças, 1.600 adolescentes, 1.800 adultos e 700 idosos. Para o delegado, até 90% das pessoas cadastradas como desaparecidas já podem ter retornado para casa, mas é difícil resolver tudo com o número de efetivo reduzido. A relação de pessoas listadas como desaparecidas pode ser conferida no site da DPPD.

O secretário de Assistência Social, Trabalho e Habilitação, Valmir Comin, explica que o registro no sistema será acessado exclusivamente para casos de pessoas desaparecidas. “Temos um universo de informações e entendemos que os dados liberados para consulta da polícia poderá ser um instrumento poderoso na busca pelas pessoas que estão longe das famílias. Só quem aguarda a informação do paradeiro de um filho sabe a angústia que é”, garantiu Comin.

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