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Príncipe Harry se casa neste sábado com a atriz Meghan Markle, na Inglaterra

Conheça a história do novo casal real: o príncipe, que se reencontrou depois de servir o Exército, e a admiradora da "princesa do povo"

Alfons Luna (Agência France Press)
Florianópolis
18/05/2018 às 22H24

Os olhos do mundo se voltam neste sábado, mais uma vez, para a monarquia britânica. O casamento entre o príncipe Harry, 33, sex­to na linha de sucessão ao trono, e a atriz americana Meghan Mark­le, 36, coloca novamente a família real em evidência. Seja brasileiro, asiático ou morador das regiões mais isoladas do mundo, todos que­rem saber como será o vestido da noiva, o que muda na rotina de uma mulher que se torna uma princesa de verdade ou como fica a carreira de uma atriz depois de entrar para a realeza. A cerimônia ainda é cercada de pompa, tradição e muita segurança, já que o Reino Unido permanece entre os alvos dos grupos extremis­tas. O casamento está marcada para às 8h, no horário de Brasília.

O príncipe Harry e a atriz Meghan Markle irão se casar neste sábado - KensingtonRoyal/Reprodução/ND
O príncipe Harry e a atriz Meghan Markle irão se casar neste sábado - KensingtonRoyal/Reprodução/ND


Para o príncipe, depois de uma infância marcada pela morte da mãe e uma adolescên­cia rebelde, o casamento é a conclusão de sua jornada à maturidade. São muitos os que ainda lembram da imagem do garoto com ar perdido que caminhava ao lado do ir­mão, William, atrás do caixão da prince­sa Diana pelas ruas de Londres, em 1997.

Duas décadas depois do trágico acidente que matou sua mãe, em Paris, Harry falou sobre aquele trauma em um programa exibido pela emissora ITV em julho. “Provavelmente seja doloroso demais até agora. Continua sendo dolo­roso”, disse o príncipe, que revelou recen­temente que precisou de ajuda psicológica para lidar com o luto.

Ao nascer Harry era o terceiro na linha de sucessão, atrás do irmão e do pai, o prín­cipe Charles, mas agora foi deslocado para o sexto lugar, com o nascimento de seus três so­brinhos. A adolescência foi bastante conturbada. Admitiu ter fumado maconha, apareceu vestido de nazista em uma festa e os tabloides faziam a festa com fotos suas saindo de bares e discotecas. O processo de re­denção começou com seu alistamento no exército. Em 2008, após uma indiscrição da imprensa, soube-se que estava em missão no Afeganistão. Todo o país acompanhou sua decepção quando teve que ser repatriado às pressas por motivos de segurança por causa desse vazamento. Mais tarde, soube-se que durante a missão com­portou-se como um perfeito camarada, além de um excelente chefe de fileiras. Depois, nunca mais saiu da linha e chegou a representar a rainha em um giro pelo Caribe.

Uma grande admiradora da “princesa do povo”

Meghan Markle sempre admirou Diana de Gales e agora se prepara para o papel da sua vida: ser a esposa do príncipe Harry da Inglaterra, o filho da “princesa do povo”. “Ela sempre se sentiu fascinada pela família real. Quer ser a princesa Diana 2.0”, disse a respeito de Meghan sua amiga de infância Ninaki Priddy, na biografia “Meghan: uma princesa de Hollywood”, de Andrew Morton, publicada recentemente. No livro, Morton revela que Meghan chorou ao ver pela televisão os funerais de Diana, em 1997.

Casamento em Windsor - Infografia: Rogério Moreira Jr./ND
Casamento em Windsor - Infografia: Rogério Moreira Jr./ND


Atrás do caixão da princesa, no cortejo que percorreu Londres, marchava, cabisbaixo, um menino ruivo. Era Harry, hoje prestes a se tornar seu marido. Uma amiga em comum armou um encontro às cegas para os dois, aproveitando que a atriz americana estava de passagem por Londres, em julho de 2016. Dois anos depois ela se torna a nova princesa da Inglaterra.

Ela nasceu em 4 de agosto de 1981 em Los Angeles. É filha de Thomas Markle, um diretor de iluminação de TV que ganhou um Emmy por seu trabalho na série “Hospital General”, e de Doria Ragland, assistente social e professora de ioga. Em sua árvore genealógica misturam-se escravos e membros da realeza. Por parte de mãe, descende dos escravos das ‘plantations’ de algodão da Geórgia, sul dos Estados Unidos.

Por parte do pai, descende do rei Robert I da Escócia, que reinou entre 1306 e 1329. Seus pais se separaram quando ela tinha 2 anos e se divorciaram cinco anos depois. A moça frequentou uma escola particular, onde é lembrada pelo estrito sentido de certo e errado. Formou-se em teatro e relações internacionais na Universidade Northwestern, perto de Chicago. Depois, passou seis semanas em um estágio na embaixada americana na Argentina.

Mais madura que Diana

As comparações com Diana são inevitá­veis, em vista do glamour das duas e de seu ape­go às causas beneficentes.

Mas Meghan chega mais madura à famí­lia real do que a tímida Diana, que se casou com Charles com apenas 20 anos. Além dis­so, este será o segundo casamento da atriz, depois do que durou apenas dois anos com o produtor Trevor Engelson. Um bônus é que ela sabe bem o que é estar sob os olhares do público, como demonstra a desenvoltura com que encara as câmeras.

No campo das críticas, amigos antigos a acusam de tê-los deixado de lado à medida que foi subindo na vida, e seus dois meio-irmãos, que não foram convidados ao casamento, diri­giram-lhe comentários duros.

Thomas Markle Junior sugeriu que pro­vavelmente "envergonhem" a irmã e chegou a publicar uma carta aberta dirigida ao príncipe Harry desaconselhando-o a se casar com ela.

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