Publicidade
Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
Descrição do tempo
  • 26º C
  • 18º C

Primeiro dia de greve dos bancários tem adesão de 50% na Grande Florianópolis

Paralisação deve durar, pelo menos, até sexta-feira, quando a Federação Nacional dos Bancos apresentará nova proposta

Felipe Alves
Florianópolis
06/09/2016 às 20H11

O primeiro dia da greve dos bancários na Grande Florianópolis teve adesão de 50% das agências, de acordo com o presidente do SEEB (Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região), Marco Aurélio Silvano. Com o primeiro dia de greve em todo o país, a Fenabran (Federação Nacional dos Bancos) chamou a categoria para uma reunião na próxima sexta-feira, em São Paulo, para apresentar uma nova proposta. Até lá, a classe pretende ampliar a greve como forma de pressão.

Sindicato de Florianópolis e Região decidiu aderir à greve após assembleia - SEEB/Divulgação/ND
Sindicato de Florianópolis e Região decidiu aderir à greve após assembleia - SEEB/Divulgação/ND

Na avaliação de Silvano, o primeiro dia de mobilização da greve foi positivo na Grande Florianópolis e a expectativa é que na quinta-feira mais agências integrem o protesto. “A ideia é manter as unidades que já temos paralisadas e ampliar para outras regiões e fortalecer a greve em outros municípios”, afirma ele. Para os usuários, a alternativa são os auto-atendimentos, que fazem saques e depósitos, mas de acordo com Silvano, alguns não devem funcionar nos dias de greve.

Os trabalhadores recusaram a proposta apresentada pela Fenaban em 1º de setembro, que era de reajuste de 6,5% sobre o salário e nos auxílios refeição, alimentação e creche. Também foi oferecido um abono de R$ 3 mil e participação nos lucros e resultados (PLR). De acordo com a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), os bancários pedem a reposição da inflação (9,57%) mais 5% de aumento real, PLR de três salários mais R$ 8.317,90, além de combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim das demissões e terceirizações.

Além das pautas principais da Convenção Coletiva de Trabalho, o presidente do SEEB destacou a necessidade de estabilidade dos trabalhadores já empregados e contratação de mais funcionários, além de criticar as taxas de juros aplicadas pelos bancos no cheque especial e cartão de crédito.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade