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Terça-Feira, 13 de Novembro de 2018
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Primeiro cidadão-samba de Florianópolis, Jorge Luiz Arcênio, morre aos 54 anos em São José

Também conhecido como Kadochi, o músico e sambista estava internado há uma semana no Hospital Regional

Felipe Alves
Florianópolis

Com um sorriso no rosto, samba no pé e rodopiando alto o pandeiro. Era com alegria e descontração que Jorge Luiz Arcênio, o Kadochi, 54, era conhecido no Carnaval de Florianópolis. Músico e passista, ele morreu no domingo (17) e foi enterrado nesta segunda no Cemitério de Barreiros, em São José, cidade onde morava.

Daniel Queiroz/Arquivo/ND
Kadochi em seu último desfile este ano, na Nego Quirido

 

Nascido no Morro do 25, em Florianópolis, ele começou no samba com o grupo Mistura Fina, em 1985. Também tocava na banda de música da base aérea de Florianópolis e, aos 18 anos, entrou na escola de samba Os Protegidos da Princesa, onde desfilou como passista até este ano.

Em 1987, por sugestão do jornalista Aldírio Simões, o concurso para eleger os melhores representantes do samba no pé de Florianópolis passou a escolher homens e não só as mulheres. Naquele ano, Kadochi se tornou o primeiro cidadã-samba da Capital catarinense. Desde então, desfilou como passista na Protegidos e era figura certa em festas tradicionais, como o Berbigão do Boca.

Segundo Maria Isabel Gonçalves, ex-mulher de Kadochi, o músico não tinha nenhum problema de saúde antes do acidente que levou à sua morte. No dia 10 de maio, ele estava arrumando uma janela da casa onde morava, em São José, quando caiu e foi hospitalizado. Desde então, Kadochi não saiu do Hospital Regional e, por complicações após a queda, morreu no domingo. “Ele era apaixonado pelo Carnaval. Isso era tudo para ele. Sempre vou ter boas lembranças dele, com alegria. Era uma pessoa maravilhosa”, diz Maria Isabel, que ficou casada com ele durante 19 anos. Arcênio deixa seis filhos e dez netos.

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