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PRF irá retirar 'infiltrados políticos' de bloqueios rodoviários, diz ministro

Eliseu Padilha afirmou que PRF tem feito mapeamento das pessoas que participam dos bloqueios em rodovias

Folha de São Paulo
Brasília (DF)
28/05/2018 às 16H16
Nos últimos dias, manifestantes pedindo uma intervenção militar no país se juntaram aos bloqueios de caminhoneiros autônomos - Vladimir Platonow/Agência Brasil
Nos últimos dias, manifestantes pedindo uma intervenção militar no país se juntaram aos bloqueios de caminhoneiros autônomos - Vladimir Platonow/Agência Brasil


BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, informou nesta segunda-feira (28) que a Polícia Rodoviária Federal irá retirar o que chamou de "infiltrados políticos" de pontos de paralisação de caminhoneiros pelo país. Segundo ele, o órgão policial tem feito um mapeamento das pessoas que participam dos bloqueios em rodovias e, "quando for o caso", irá separar os militantes políticos do restante dos caminhoneiros grevistas.

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"A Polícia Rodoviária Federal conhece as estradas onde trabalha e sabe das infiltrações políticas que aconteceram. Ela está mapeando e não quer cometer nenhuma injustiça", disse. "Ela tem feito algumas ações de retirada de pessoas quando for o caso", acrescentou.

De acordo com o ministro, o serviço de inteligência do governo federal tem atuado também para a identificação de infiltrados políticos que, segundo ele, têm atuado para que a crise de desabastecimento não seja encerrada. 

"Eles se infiltraram com objetivos de disputas políticas para fazer com que a paralisação não seja encerrada. O nosso serviço de inteligência está trabalhando nisso, para que a infiltração não seja preponderante para construir a possibilidade imediata da normalidade", disse.

Nos últimos dias, manifestantes pedindo uma intervenção militar no país se juntaram aos bloqueios de caminhoneiros autônomos.

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Pedir intervenção militar desmoraliza o bom caminhoneiro, diz líder

José da Fonseca Lopes, presidente da Abcam (Associação Brasileira de Caminhoneiros), é favorável ao fim das paralisações, já que Temer cedeu às demandas da categoria na noite deste domingo. A julgar pelo balanço de 557 pontos de bloqueio nas estradas, divulgado pelo ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) na tarde desta segunda-feira, muitos caminhoneiros discordam.

"Não é mais o movimento dos caminhoneiros, são grupos que pedem intervenção militar, querem derrubar o governo. Sendo que quem está negociando conosco é o presidente da República", diz Fonseca. 

Ele está pedindo para líderes regionais cessaram o movimento. "O movimento começou como uma coisa natural. Agora estou em 30 grupos de WhatsApp onde só entra besteira. Pedir intervenção militar desmoraliza o bom caminhoneiro", afirma.

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