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Terça-Feira, 20 de Novembro de 2018
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PRF decide que vai manter tachões na entrada da Ilha

Para o Ipuf, a decisão está prejudicando ao menos 50 mil usuários do transporte coletivo

Edinara Kley
Florianópolis
Luiz Evangelista/ND
Luiz Evangelista/ND
Motorista desrespeita sinalização de trânsito e invade pista da direita na entrada da Ponte Pedro Ivo Campos

 

O pedido de retirada dos tachões instalados na cabeceira continental da ponte Pedro Ivo Campos, que dá acesso à Ilha pela Via Expressa, não sensibilizou a PRF (Polícia Rodoviária Federal), que vai mantê-los no local até que um estudo de eficácia seja apresentado pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). O ofício foi protocolado terça-feira pelas prefeituras de São José e Florianópolis. A alegação é de que os dispositivos estariam prejudicando o trânsito.

O estudo técnico, segundo a assessoria de comunicação do Dnit, será feito em parceria com outras entidades governamentais. Os tachões foram instalados no dia 2 abril, a pedido da PRF. O objetivo é disciplinar o tráfego no local e impedir que os veículos que seguem no sentido Continente-Ilha cruzem a rodovia para acessar a faixa da esquerda da ponte.

Para o Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), a decisão da PRF está prejudicando ao menos 50 mil usuários do transporte coletivo diariamente. O levantamento, divulgado ontem pela Prefeitura da Capital, aponta que a medida provoca atrasos de até uma hora em determinadas linhas de ônibus, como as de Biguaçu.

Para prefeito da Capital, medida é “inaceitável”

Com a implantação dos tachões, o motorista que costumava entrar na Via Expressa logo que deixava a avenida Engenheiro Max de Souza agora é obrigado a transitar numa única faixa por 200 metros antes de chegar à cabeceira da ponte Pedro Ivo. “O trajeto reduziu a capacidade do fluxo que causou uma repressão de mais ou menos 1.500 veículos por hora, o que equivale a cinco quilômetros de fila, que representa a distância da ponte até a BR-101, pelas vias Gaspar Dutra, Liberato Bittencourt, Marinheiro Max Schramm e Leoberto Leal, no Estreito”, descreveu em nota o engenheiro Lírio José Legnani, do Ipuf.

O prefeito Cesar Souza Júnior (PS D) também contestou a medida. Ele classificou de inaceitável, por interferir no transporte público e estaria na contramão das políticas públicas para melhorar a mobilidade urbana.

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