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"Pretendemos dar autonomia aos projetos de Previdência" diz Comandante Moisés, do PSL

Em entrevista ao Grupo RIC, candidato ao governo do Estado pelo PSL falou sobre a dívida do Estado, reforma da previdência, segurança pública, malha rodoviária, ponte Hercílio Luz e educação

Redação ND
Florianópolis
22/08/2018 às 12H16

O Grupo RIC deu continuidade nesta quarta-feira (22) à série de entrevistas com os candidatos ao Governo do Estado de Santa Catarina. O entrevistado foi o candidato do PSL, Carlos Moisés da Silva, o Comandante Moisés.

Comandante Moisés tem 51 anos, é natural de Florianópolis, com domicílio eleitoral em Tubarão. É coronel da reserva do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina. À Justiça Eleitoral, declarou bens em poucos de R$ 1 milhão e 800 mil.

O candidato Comandante Moisés do PSL, foi o entrevistado desta quarta-feira - RIC TV Record/Divulgação/ND
O candidato Comandante Moisés, do PSL, foi o entrevistado desta quarta-feira - RIC TV Record/Divulgação/ND


Duodécimo

A discussão com os poderes é sempre importante, até porque eles e os órgãos que recebem duodécimo têm também a missão constitucional de fiscalizar e conduzir o investimento público. Uma das possibilidades também quando se faz uma obra ou algum projeto para desenvolver, é fazer em cima de orçamento e não em cima de percentuais. Essa é uma saída que pode ser discutida com os poderes. É preciso trabalhar com planejamento, planejando você sabe exatamente o quanto vai gastar. Isso é preciso para também podermos focar em saúde, segurança, educação, dentro da própria máquina pública do Executivo.

Máquina pública catarinense

Essa é uma das nossas bandeiras, o enxugamento do Estado, juntamente com Jair Bolsonaro, candidato à presidência da República. O Estado precisa rever seu modelo, modernizar-se, e potencializar inclusive não tendo duplicidade de funções. Você vê hoje secretarias que foram criadas, e muitas dentro do próprio Executivo, inclusive, já têm aquela tarefa, o servidor de carreira já executa. Temos que ter os recursos para os fins do Estado, investir naquilo porque foi criado, para seus princípios. Cargos comicionados nós pretendemos trabalhar com os servidores públicos, o servidor de carreira tem competência, tem condição de desenvolver, e como viemos em chapa pura, o PSL não se coligou, nós temos condição de dizer isso abertamente porque não temos necessidade de acomodar pessoas dentro de um Estado grande, inchado, não temos pacto com nenhum outro candidato de outros partidos para acomodações. Vamos conhecer nossos secretários, todos serão pessoas que olhamos nos olhos e que decidimos por estarem lá conosco.

Reforma da Previdência estadual

Vimos ao longo dos anos que a Previdência acabou sendo deficitária porque o Estado lançou mão de muitas “poupanças” do próprio servidor, para olhar futuras gerações, inclusive bancar a própria Previdência do servidor que estava inativa e lançou para folhas de pagamento, destinou os recursos que estavam em caixa de Previdência para o próprio Executivo. Pretendemos dar certa autonomia aos projetos de Previdência, temos um modelo novo que foi criado como complementar, vamos discutir todos eles para que o servidor tenha suas garantias constitucionais e segurança em exercer sua atividade laboral dentro do Estado, assim como os outros trabalhadores também.

Ponte Hercílio Luz

Me parece que há uma promessa de que ela fique pronta ainda esse ano, torcemos para que isso aconteça. O Estado é muito ruim quando é construtor, quando pavimenta, quando atua como agente financeiro. Normalmente o Estado anda com as pernas amarradas, de muletas, se você comparar com a iniciativa privada. Esse é mais um dos casos em que o Estado se demonstra ineficiente, arcaico, precisa reescrever a história do Estado para que tenhamos bons resultados. A ponte, certamente, se tiver condições de trafegabilidade, talvez seja usada para veículos mais leves, além de manter um patrimônio histórico.

Malha rodoviária estadual

Hoje 73,5% da malha viária catarinense é considerada ruim ou péssima. Então, você anda para um lado e para o outro, não tem como escoar produtos, se comunicar, fazer salvamentos. Isso é uma realidade que enfrentamos há muito tempo, nos mais de 30 anos que atuamos no Corpo de Bombeiros, vimos a dificuldade em chegar às cenas de grandes eventos; a fluidez inclusive de toda a produção catarinense, é uma série de problemas. Não temos aeroportos adequados, portos com interligação com ferrovias, o modal de transporte catarinense tem que ser repensado para que tenha possibilidade de gerar desenvolvimento com ação do Estado. O Estado tem que ser fomentador, não construtor e agente financeiro.

Segurança pública

A prioridade é recompor efetivos, não se faz segurança pública sem dinheiro, é uma falácia dizer que você vai recriar. O policial, por exemplo, a polícia de proximidade é uma das bandeiras que levantamos. Ela se dá através de um aplicativo, smartphone, ela tem uso da tecnologia, mas a polícia de proximidade tem que estar no bairro, na casa das pessoas, conversar com as comunidades. É extremamente importante recompor os efetivos, não só das polícias, mas de todos os agentes de segurança pública, prisional, Bombeiros, que têm sido relegado a segundo plano. São sempre os comandantes com os chapéuzinhos nas mãos pedindo novos funcionários, vagas que não são preenchidas. Se você olhar a lei de fixação desses efetivos, hoje, é bem defasada em relação à realidade existente.

Educação

A educação em tempo integral de Florianópolis, de fato em dois turnos, é de extrema importância para que tenhamos condição de que o ensino se dê de maneira real. Além disso, a fixação do adolescente no ensino médio hoje também é um outro desafio. Temos várias bandeiras, a infraestrutura da educação, qualificação e também a valorização dos professores que, sem sombra de dúvidas, tem que ser uma prioridade.

Jair Bolsonaro

Jair Messias Bolsonaro deve ser o próximo presidente do Brasil, nós acreditamos nisso, ele está preparado sim, por isso que nos irmanamos nessa ação. Ele tem um único candidato ao Senado em Santa Catarina, que é Lucas Esmeraldino, um único candidato ao Governo do Estado, 20 Federais e 40 Estaduais.

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