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Presos pela chacina residem no Norte da Ilha e delegado confirma vingança financeira

Delegacia de Homicídios de Florianópolis identifica dois responsáveis pela morte de cinco pessoas no dia 5 de julho, em Canasvieiras. Um dos presos disse que apreendeu a matar vendo filmes na TV

Redação ND
Florianópolis
12/08/2018 às 16H48
Cinco pessoas foram mortas no Residencial Venice Beach - Daniel Queiroz/ND
Cinco pessoas foram mortas no Residencial Venice Beach - Daniel Queiroz/ND



Os dois homens presos na sexta (10) e no sábado (11), respectivamente, em Santana do Livramento (RS) e no bairro Potecas - em São José, pela morte de cinco pessoas no dia 5 de julho no hotel Venice Beach, bairro Canasvieiras , em Florianópolis, residem no Norte da Ilha e pelo menos um tem antecedente criminal. O responsável pela Delegacia de Homicídios, delegado Ênio de Oliveira Matos, disse que a motivação para os cinco estrangulamentos foi vingança por questão financeira. Com idades entre 21 anos e 25 anos, os dois homens, que não tiveram as identidades reveladas, estão com mandado de prisão temporária de 30 dias. A Polícia Civil trabalha na identificação do terceiro suspeito de ter participado do crime.

As vítimas foram identificadas como Paulo Gaspar Lemos (78), Katya Gaspar Lemos (50), Leandro Gaspar Lemos (44), Paulo Gaspar Lemos Junior (51) e Ricardo Lora (39). “A motivação foi vingança por questão financeira e medo de ameaças. Um dos três foi o responsável em planejar a ação e era conhecido da família. Eles tinham mais interesse no filho (Leandro), mas acabaram com todos. Eles pensaram da seguinte maneira, ‘acabaram com a nossa família financeiramente, agora chegou a de vocês’”, conta o delegado.

Segundo Ênio, o homem preso em Potecas afirmou que praticou o crime por asfixia, porque aprendeu assistindo a filmes na televisão. Já o homem detido no Rio Grande do Sul será transferido nesta semana. Um dos principais argumentos da Polícia Civil para apontar a motivação do crime é porque nenhuma das vítimas e nem os objetos materiais no hotel foram roubados.

Um dos presos também é o credor. “O crime tem motivo por cambalacho financeiro. Prometer e não cumprir. Não pagar a conta. Essa dívida é a mais recente e um dos autores é o credor e sabia dos outros débitos da família, que não pagava as contas. As investigações continuam”, promete o delegado.

Por telefone, Ênio deixou escapar que, pelo menos um dos detidos, tem antecedente criminal, mas o delegado não quis informar o artigo do Código Penal.

 

Ênio justifica demora na prisão por divulgação antecipada de fatos

Ao lado do diretor da Polícia Civil para a Grande Florianópolis, delegado Verdi Furlanetto, o delegado Ênio de Oliveira Matos começou a entrevista informando que a Delegacia de Homicídios demorou na captura dos suspeitos em função de fatos divulgados antecipadamente pela imprensa. Ele fez referência às dívidas financeiras da família, que resultaram em várias ações judiciais.

“O nosso trabalho demorou a ser elucidado e de chegar ao fim por conta de informações que saíram, não daqui, mas que atrapalharam tudo. Em cinco, seis dias após o crime já tínhamos a solução do caso, mas precisávamos ratificar o que tínhamos e providenciar a documentação para prender as pessoas. Depois de um trabalho de mais de 200 horas de campana e de percorrer mais de 500 quilômetros na Grande Florianópolis, conseguimos chegar aos autores”, comemora.

Para desviar a atenção da polícia, os três homens encapuzados e portando uma arma de fogo picharam as siglas de uma facção criminosa de São Paulo em uma das paredes. No dia do crime, uma funcionária do hotel conseguiu fugir das amarras e chamou a Polícia Militar. Segundo o delegado Ênio, o depoimento da mulher não colaborou com a investigação, que foi fruto de todo o setor da Delegacia de Homicídios.

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