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Preso em Gaspar suspeito de matar professor indígena Marcondes Namblá

Gilmar César de Lima, 23, estava com oito mandados de busca e apreensão em aberto e um de prisão, por tentativa de homicídio

Marcos Horostecki
Gaspar
12/01/2018 às 13H36

Policiais civis da Delegacia de Polícia de Gaspar, com apoio da DIC de Itajaí, prenderam na manhã desta sexta-feira (12), Gilmar César de Lima, 23, acusado de ser o responsável pela morte do professor indígena xoclengue Marcondes Namblá, 38. O crime aconteceu na madrugada do dia primeiro no município de Penha, no Litoral Norte.

Ele foi encontrado dormindo na casa de uma irmã e não resistiu à prisão. Lima estava com oito mandados de busca e apreensão em aberto e um de prisão, por tentativa de homicídio, além do mandado pela morte de Namblá.

Acusado estava na casa de uma irmã, em Gaspar - Divulgação/Polícia Civil
Acusado estava na casa de uma irmã, em Gaspar - Divulgação/Polícia Civil


De acordo com o delegado Douglas Barroco, no interrogatório, logo depois de detido, o acusado confirmou a linha traçada pela investigação, que é chamada de "motivo fútil". “Ele alegou que a vítima mexeu com seu cachorro”, afirmou. Essa versão não é aceita pelas lideranças indígenas do Estado, que culpam o preconceito pelo crime.

Namblá, que era professor na escola da reserva indígena de José Boiteux e estava em Penha para ganhar um dinheiro extra vendendo sorvetes, foi morto a pauladas de maneira cruel e fútil, segundo eles, porque era indígena. O professor seria vítima de uma onda de intolerância, que atinge todas as etnias indígenas do Estado, rejeitadas ao recorrerem às cidades em busca de trabalho, da venda de artesanato e até do compartilhamento dos espaços de lazer, ao qual eles também têm direito como cidadãos.

Namblá foi encontrado ainda com vida, no centro de Penha, depois de atingido por uma sequência de golpes com um pedaço de madeira. Câmeras de segurança da região ajudaram a identificar Lima, que nas imagens, depois de atingir Namblá várias vezes, ainda retorna ao perceber que ele ainda estava se mexendo.

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