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Presidente Michel Temer libera R$ 60 milhões para Santa Catarina

Em evento no Estado, peemedebista anunciou investimentos em infraestrutura e no centro de eventos de Balneário Camboriú

Redação
Florianópolis
17/05/2018 às 00H07

Na passagem por Florianópolis, para a abertura do 90º Enic (Encontro Nacional da Indústria da Construção), o presidente Michel Temer (PMDB) aproveitou a presença de autoridades e ministros e anunciou liberação de recursos para Santa Catarina. Em dois convênios, Temer autorizou repasses da ordem de R$ 60 milhões para recuperação de estradas e para a conclusão das obras do centro de eventos de Balneário Camboriú.

Michel Temer em Florianópolis  - Marco Santiago/ND
Temer autorizou repasses da ordem de R$ 60 milhões para recuperação de estradas e para a conclusão das obras do centro de eventos de BC - Marco Santiago/ND

Acompanhado de ministros, deputados catarinenses, do prefeito Gean Loureiro (PMDB) e do governador Eduardo Moreira (PMDB), o presidente anunciou ainda a liberação de mais 50 mil unidades habitacionais e assinou decreto para implantação da tecnologia BIM (Modelagem da Informação da Construção) no setor construtivo brasileiro.

“Quando conversei com meus ministros sobre a vinda neste evento eu disse que não poderíamos vir de mãos abanando”, afirmou antes de anunciar a liberação das novas habitações. “O tema deste congresso não poderia ser mais representativo para o momento que vivemos no Brasil, que é a questão da inovação”, disse o presidente ao afirmar que o setor da construção civil é o maior gerador de empregos do país.

Temer também aproveitou para falar dos dois anos de governo, cujo balanço foi apresentado anteontem, em Brasília, e falou em retomada da economia. O presidente também destacou a aprovação de medidas como a aprovação do teto de gastos e a reforma trabalhista, afirmando que a geração de empregos é a maior prioridade de seu governo.

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Dyogo Oliveira, fez questão de reforçar que o setor da construção civil foi o primeiro a apoiar o presidente no início da sua gestão e disse que “o BNDES está com o caixa cheio” para investir. Segundo Oliveira, 50% dos financiamentos do BNDES são voltados para o setor da construção civil.

Temer em Florianópolis  - Marco Santiago/ND
O presidente anunciou ainda a liberação de mais 50 mil unidades habitacionais - Marco Santiago/ND



Obras rodoviárias no interior

O anúncio da liberação de recursos para investimentos em infraestrutura animou o governador Eduardo Moreira, que participou do evento. Os aportes da ordem de R$ 44 milhões serão distribuídos entre oito municípios do interior de Santa Catarina: Balneário Gaivota (R$ 3 milhões); Concórdia (R$ 1,2 milhões); Indaial (R$ 20 milhões); Nova Veneza (R$ 4,4 milhões); Rio Fortuna (R$ 3 milhões); Sangão (R$ 4,5 milhões); São Ludgero (R$ 3,5 milhões) e Palmeira (R$ 2,5 milhões). O dinheiro será aplicado em obras rodoviárias.

Já outros R$ 15,6 milhões destinados a conclusão do centro de eventos de Balneário Camboriú contaram com apoio do ministro do Turismo, Vinicius Lumertz. O catarinense destacou o envolvimento do setor turístico com o ramo da construção e disse que este tipo de investimento valoriza as cidades. “As demandas por obras voltadas para o turismo são enormes, e isso qualifica as cidades”, disse.

Setor elogia, mas faz cobranças

Em um longo discurso, o presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), José Carlos Martins, elogiou as medidas do governo Temer, principalmente a reforma trabalhista, mas também fez cobranças.

Martins lembrou do caso do prédio que desabou em São Paulo este mês e pediu que o governo crie uma legislação que seja capaz de flexibilizar a regularização desses prédios ocupados, o que envolveria o setor da construção civil.

Por outro lado, ele também cobrou do governo novas posturas para reduzir os juros bancários e o custo da burocracia. “Hoje, 12% de um imóvel é custo com burocracia”, disse. O presidente da CBIC, promotora do evento, também cobrou do presidente a reforma da Previdência e pediu a criação de um conselho estratégico para que o governo possa conhecer as demandas do setor.

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