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Presidência do PP ficará dividida entre Dreveck e Amin, que anunciam apoio ao PSD

Com a nova aliança, eles afirmam que não há cabeça de chapa definida para o governo de 2018

Felipe Alves
Florianópolis
21/08/2017 às 21H44

A convenção estadual do Partido Progressiva definiu não um, mas dois presidentes para o próximo mandato do partido. Para evitar divisões, na tarde desta segunda-feira o deputado federal Esperidião Amin foi reeleito para o próximo mandato como presidente até 31 de janeiro de 2018. Neste dia, o pepista deve renunciar para que o deputado estadual Silvio Dreveck assuma a presidência do partido em 1º de fevereiro. Além da definição partidária foi selado um importante apoio para as eleições ao Governo de 2018: a aliança com o PSD. O encontro contou ainda com representantes e discursos do PSB, PSDB e PT.

Dreveck e Amin mostram documento em apoio à aliança com o PSD de Merisio, já fechado com o PSB - Marco Santiago/ND
Dreveck e Amin mostram documento em apoio à aliança com o PSD de Merisio, já fechado com o PSB - Marco Santiago/ND



Com a aliança firmada entre PP e PSD, um novo cenário se impõe para as eleições do próximo ano. Em fevereiro, o PSD já havia lançado o deputado Gelson Merisio como pré-candidato mas, agora, com a nova aliança, o discurso é que “não há cabeças de chapa”. “Independente de quem seja o candidato, se serei eu, se será o Esperidião Amin, o Paulinho Bornhausen ou uma pessoa que não está entre nós, nós estaremos juntos em 2018 para fazermos uma nova aliança”, afirmou Merisio em discurso durante o evento pepista.

Em 7 de agosto uma reunião do PP com Merisio já havia sinalizado para o acordo que foi firmado segunda-feira. De acordo com Amin, a decisão coloca o interesse do Estado acima de qualquer interesse pessoal. “Vamos procurar agora outros partidos para conversar, como PSB e PSDB”, diz ele. Para Dreveck, esse foi um ato de grandeza focado em ter um projeto vencedor para 2018. “Já temos bons exemplos de Santa Catarina. Poderemos dar nossa contribuição num projeto onde historicamente há convergências de ideias, de decisões e de ações concretas”, afirma.

Acordo costurado instantes antes da reunião

A decisão de ter apenas uma chapa para o diretório estadual foi costurada durante o dia e definida na sede do diretório do partido, pouco antes do início da convenção, às 16h. Amin e Dreveck chegaram juntos à Alesc para anunciar a decisão. Em carta enviada a Dreveck a “poucos minutos” do evento, Amin propôs formalmente o acordo de divisão da presidência para evitar “o erro coletivo cometido em 2014” – quando o PP decidiu apoiar a reeleição de Raimundo Colombo (PSD), mas ficou de fora da chapa.

O principal ponto que dividia os pepistas dentro do partido era, justamente, o apoio ao PSD. Enquanto que Amin queria independência focando em 2018, Dreveck era favorável à aliança com os pessedistas. Para assumir a presidência do partido no próximo ano, Dreveck deve deixar o comando da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina).

Aliança resgata as raízes, diz Gelson Merisio

Além das principais lideranças políticas do PP, outros partidos também participaram da convenção e até discursaram durante o evento. O deputado estadual Marcos Vieira, presidente do PSDB e o ex-deputado Paulinho Bornhausen, presidente do PSB, ocuparam a mesa, junto com Merisio. O deputado federal Décio Lima, presidente estadual do PT, também discursou no encontro.

Bornhausen agradeceu ao apoio que teve do PP na última eleição para o senado e aplaudiu a decisão tomada segunda-feira. “O PP toma uma decisão que nos deixa cheio de esperanças e, mais do que isso, com a certeza de uma grande caminhada para ganharmos o governo de Santa Catarina nas próximas eleições”.

Marcos Vieira afirmou que o PSDB tem um “apreço muito grande” pelo PP e lembrou que nas eleições de 2016 os dois partidos seguiram juntos em vários municípios catarinenses. “O PSDB e o PP foram parceiros durante muitos anos. Não só em termos de governo, mas em especial na eleição passada, quando emprestou um dos seus melhores quadros para ser candidato a vice na chapa encabeçada pelo PSDB, que é o Joares Ponticelli”, disse.

Merisio afirmou que a aliança de 15 anos do PSD com o PMDB chegou ao fim e que iria resgatar sua raiz ao se reconectar com o PP. “A minha origem é o PP. Minha primeira eleição para vereador em 1989 como vereador foi no antigo PDS. Nós pensamos e agimos de forma muito parecida e temos a responsabilidade que o Estado precisa e exige neste momento”.

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