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Presença de toxina diarreica em ostras compromete venda do molusco em Santa Catarina

Responsável por 95% das ostras comercializadas no Brasil, Estado teve áreas de captura fechadas em Florianópolis, Palhoça e Porto Belo

Redação ND
Florianópolis
04/09/2018 às 20H22

A dois dias da abertura da Fena Ostra, em Florianópolis, a venda do molusco que dá nome à festa continua parcialmente proibida na Capital, em Palhoça e Porto Belo. A decisão foi tomada pela secretaria de Agricultura e Pesca de Santa Catarina, devido à presença de uma toxina nesses animais. Foi na última quarta-feira (29) que os primeiros testes identificaram a presença da toxina diarreica nos mexilhões.

Florianópolis é a capital nacional da maricultura e são poucos os produtores que possuem o selo de qualidade - Flávio Tin/ND
Santa Catarina é responsável por 95% das ostras comercializadas no Brasil - Arquivo/Flávio Tin/ND


Santa Catarina é referência em produção do molusco e é responsável por 95% de todas as ostras comercializadas no Brasil. O Estado tem 39 áreas, que vão de Palhoça ao litoral e São Francisco do Sul, mas quatro delas estão fechadas para comercialização de mexilhões e ostras. Isso porque a toxina em questão foi encontrada em Porto Belo (Perequê, Ilha João da Cunha e Araça), Florianópolis (Freguesia do Ribeirão, Costeira do Ribeirão e Caieira da Barra do Sul) e Palhoça (Praia do Pontal e Praia do Cedro)

De acordo com o responsável técnico da Cidasc, Pedro Mansur, a toxina diarreica é produzida por algas que chegam ao litoral com a maré vermelha. “Essa alga é consumida pelo molusco, que absorve essa toxina – não faz mal nenhum pra ele. Mas as pessoas, quando consomem esse molusco, podem sentir alguns efeitos no organismo, como diarreia, vômito e desidratação”, explicou.

A maré vermelha, conhecida por causa da coloração na água deixada pelas algas, acontece principalmente durante as altas temperaturas e o sol forte. No caso de Santa Catarina, a toxina diarreica deu positiva durante uma análise de rotina. “A cada 15 dias a Cidasc faz uma coleta de água e uma coleta de moluscos, tanto de mexilhões quanto de ostras”, informou Airton Spies, secretário da Agricultura de Santa Catarina. A partir disso, é elaborado um laudo com os problemas identificados e a são feitas as possíveis interdições.

Para liberar a venda dessas áreas de produção são necessários dois laudos consecutivos com resultados negativo para a presença da toxina nos moluscos. Um primeiro laudo, atestando a situação própria em tais áreas, já foi emitido. Para um segundo laudo, as amostras também já foram recolhidas, mas o resultado final do laboratório só deve sair nesta quarta (5). Se ele for negativo para a presença da toxina, todas as 39 áreas de produção de Santa Catarina voltarão a ser liberadas.

Os especialistas dizem que, depois disso, os moluscos podem ser consumidos com segurança. "Eles são animais filtradores, então estão sempre filtrando água como uma forma de se alimentar", garantiu o técnico da Cidasc. "A filtração é que garante essa depuração deles no ambiente e eles acabam eliminando a toxina do organismo", concluiu Pedro.

Até a liberação, os produtores não devem ter prejuizo, segundo o secretário de Agricultura. Isso ocorre porque não é preciso descartar nada, apenas atrasar a retirada dos molucos do mar. "Os maricultores já compreenderam esse sistema e protegem até o produtor", revelou.

Com informações da RICTV Record SC.

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