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Quarta-Feira, 26 de Setembro de 2018
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Prefeitura prepara medidas administrativas e afirma que agirá judicialmente em caso de greve

O prefeito Cesar Souza Junior diz que a paralisação é uma estratégia política

Viviane de Gênova
Florianópolis

O prefeito de Florianópolis disse que vai agir judicialmente se houver greve dos servidores municipais. Em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (5), Cesar Souza Júnior disse que a população não deve arcar com os prejuízos de mais uma paralisação e que os dias faltados serão descontados dos servidores. A decisão dos servidores pela greve aconteceu na quarta-feira (3) após assembleia extraordinária, realizada em frente à Câmara de Vereadores. 

Viviane de Gênova/ND
Segundo o prefeito, os dias não trabalhados serão descontados dos trabalhadores em greve

 

A principal pauta de reivindicação dos servidores é sobre o projeto de lei 560/2016, que pretende alterar o regime próprio de previdência. O prefeito disse que está aberto a ampliar as discussões sobre o projeto, mas que “exigir sua retirada é um ato antidemocrático inaceitável”.

“Não vamos aceitar que a população sofra com mais uma paralisação para uma greve sem fundamento, que não passa de uma estratégia política para tentar desestabilizar a prefeitura na fase pré-eleições, o que não adianta, pois nem sou candidato à reeleição. Já convidei o sindicato e os servidores a dialogar sobre o projeto, ampliar as discussões, mas não aceitamos que extrapolem com essa exigência de retirar algo tão importante, que vai trazer mais força ao regime previdenciário dos servidores”, afirmou.

De acordo com o subprocurador-geral do município, Ricardo Cordeiro, a prefeitura entrou com medidas preventivas administrativas para, a partir de segunda-feira (8), entrar com uma liminar se for constatado algum prejuízo municipal, principalmente aos serviços continuados, como educação e saúde.

Assim, a prefeitura poderá exigir a imediata retomada das atividades dos servidores, com desconto dos dias parados e análise da legalidade da greve. “Embora o direito de greve é legal e previsto na Constituição, ela deve ser justificada. E é isso o que vamos analisar”, explicou Cordeiro.

Greve a partir de segunda-feira

Os servidores municipais decretaram greve a partir de segunda-feira (8) nos serviços municipais de educação, saúde e assistência social. Eles argumentam que o projeto de lei, sobre a reforma previdenciária, poderá direitos dos trabalhadores.

A proposta é utilizar recursos do fundo superavitário (Previdenciário) para realizar pagamentos de pensões e aposentadorias de 1.142 inativos do Fundo Financeiro. A matéria já foi aprovada pela Câmara de Vereadores, mas retirada a pedido do prefeito Cesar Souza Júnior (PSD) com o argumento de ampliar as discussões. 

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