Publicidade
Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2018
Descrição do tempo
  • 30º C
  • 22º C

Prefeitura de Florianópolis planeja estacionamento na área da baía sul cedida pela União

O estacionamento será provisório, enquanto a prefeitura não tem recursos para bancar o projeto original da área, desenvolvido por Burle Max

Felipe Alves
Florianópolis

O aterro da Baía Sul e toda a orla das praias de Florianópolis devem passar a ser administradas pela prefeitura dentro de duas semanas. O anúncio foi feito nesta quarta, quando o prefeito Cesar Souza Júnior (PSD) esteve em Brasília e fechou o acordo com o secretário do Patrimônio da União, Guilherme Estrada Rodrigues. Nos próximos dias, deve acontecer a assinatura dos termos de cessão. Desta forma, a prefeitura pretende dar uma finalidade ao aterro da baía Sul e melhorar a infraestrutura das praias.

 

Eduardo Valente/ND

 

Alvo de uma série de polêmicas que se arrastam durante anos, com a saída do Direto do Campo e do Camelódromo, parte do aterro da baía sul deverá funcionar ainda este ano como um estacionamento, de forma provisória, gerido pela Comcap (Companhia Melhoramentos da Capital). A área será revitalizada, com iluminação, limpeza, pavimento novo e cercamento. A longo prazo, a proposta é implementar parte do projeto original do paisagista Roberto Burle Marx, que desenhou todo o aterro.

Em 2013, um projeto de passarela-jardim foi criado pelo então secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, arquiteto César Floriano, e recebeu o aval do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), mas não saiu do papel. A estimativa era de que o projeto, com quadra poliesportiva, áreas de recreação e comércios, custasse cerca de R$ 60 milhões. “A prefeitura não poderia investir na área e fazer projeto executivo sem a cessão do terreno. A situação é muito ruim ali hoje e vamos mudar isso. Em um período inicial, o estacionamento servirá para suprir a demanda de vagas do Centro”, disse o prefeito.

De acordo com Cesar Souza Júnior, a ideia é que seja feita uma concessão à iniciativa privada, como no projeto do parque-marina na avenida Beira-Mar Norte. O prefeito confirmou que o espaço do aterro da baía Sul também será usado para a criação de uma área de descanso para os motoristas do transporte coletivo, que foi um dos pontos do acordo para o fim da greve do início deste mês.

 

Florianópolis e Rio poderão administrar as orlas

Além do aterro da baía Sul, a orla marítima das 42 praias de Florianópolis será cedida para a prefeitura por um período de dez anos. A Capital catarinense e o Rio de Janeiro serão as primeiras cidades a ter toda a orla cedida para a administração pública por meio da SPU (Secretaria do Patrimônio da União). O principal ganho será para a melhoria de infraestrutura das praias, aceleração de processos licitatórios e liberação de eventos. A expectativa é de que a mudança seja sentida pelos frequentadores já no próximo verão.

Com a transferência, o objetivo da prefeitura é avançar em questões de acessibilidade nas praias e instalações de banheiros e chuveiros. Pequenos eventos de praia e outros maiores, como o Réveillon, também serão facilitados, sem a necessidade de aprovação da União. “Isso abrirá a possibilidade de uma nova legislação nesse sentido”, afirmou o prefeito Cesar Souza Júnior. Com isso, a prefeitura também poderá cobrar por estas liberações e investir em melhorias nos equipamentos de praias.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade