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Prefeitura cria projeto para incentivar práticas agroecológicas em Florianópolis

Intenção é que todos os centros de saúde tenham alguma experiência com compostagem e hortas comunitárias

Redação ND
Florianópolis
05/06/2017 às 19H43

Um projeto que busca incentivar o desenvolvimento sustentável em Florianópolis foi aprovado nesta segunda-feira (5) pelo prefeito Gean Loureiro (PMDB). O Programa Municipal de Agricultura Urbana teve o seu decreto assinado nesta tarde, como parte das comemorações da Semana do Meio Ambiente.

A iniciativa tem como objetivo incentivar práticas agroecológicas que envolvam produção, agroextrativismo, coleta, transformação e prestação de serviços, de forma segura, para gerar produtos agrícolas, pesca e pecuários. Tais produtos são voltados ao consumo próprio, trocas, doações ou comercialização, reaproveitando-se de forma eficiente e sustentável os recursos e insumos locais.

Decreto que cria o Programa Municipal de Agricultura Urbana foi assinado na tarde desta segunda-feira - PMF/Divulgação/ND
Decreto que cria o Programa Municipal de Agricultura Urbana foi assinado na tarde desta segunda-feira - PMF/Divulgação/ND


A intenção é que todos os centros de saúde tenham alguma experiência com compostagem e hortas comunitárias, a exemplo do Jardim Atlântico, que receberá um mutirão nesta quarta-feira (7), a partir das 8h. Também nas escolas da rede municipal, as práticas são recorrentes e chegaram a ser institucionalizadas com orientação do Cepagro (Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo).

Projeto agroecológico

Desde agosto de 2015, com adesão da Comcap, em parceria com a CDL (Câmara de Diretores Lojistas), o programa, ainda informal, ganhou a vitrine da Feira de Orgânicos Viva a Cidade, no Largo da Alfândega. Desde então, foi implantada uma horta sintrópica no Parque Jardim Botânico de Florianópolis, com pátio modelo de compostagem, além de mais de uma dezena de hortas comunitárias em bairros como a Daniela e nos centros de saúde.

A implantação de horta e compostagem é uma ação estratégica para a Comcap, e visa estimular e fortalecer a destinação correta e descentralizada dos resíduos orgânicos. “Com uma atitude simples de separar os restos de alimentos, o cidadão resolve no seu quintal parte do complexo desafio de melhorar o ambiente e de reduzir custos públicos com a coleta e aterramento de lixo”, explica o presidente da Comcap, Carlos Alberto Martins.

A companhia faz a doação de composto orgânico e cepilho (restos de podas triturados) produzidos no Centro de Valorização da Resíduos da Comcap no Itacorubi, e empresta ferramentas como pás, enxadas, vassouras de aço e carrinhos de mão.

As atividades planejadas buscam consolidar a gestão dos resíduos sólidos, cumprindo a meta de reduzir o envio de resíduos recicláveis para os aterros sanitários, estimular as práticas alimentares, hábitos de vida saudáveis, o cultivo e uso de fitoterápicos e a manutenção de terrenos limpos, livres de agentes patogênicos ou vetores de doenças.

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