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Pré-candidato à Presidência, Guilherme Boulos (PSOL) defende reforma tributária

Em passagem por Florianópolis, ele criticou a proposta de Temer para a Previdência e apoiou o combate aos superprivilégios do Judiciário, Legislativo e Executivo

Redação ND
Florianópolis
17/07/2018 às 21H31

Em passagem por Flo­rianópolis na terça-feira (17), o pré-candidato pelo PSOL à presidência da República, Guilherme Boulos, conver­sou com o Grupo RIC sobre diversos temas. Boulos criti­cou os privilégios das gran­des corporações, defendeu uma reforma tributária em busca de uma justiça do sistema de tributos no país, e o combate aos su­perprivilégios do Judiciário, Legislativo e Executivo. Na segurança pública, ele de­fende o investimento em in­teligência e educação para diminuir a violência no país.

“Vamos cobrar a dívida das grandes empresas”, afirmou Boulos - Divulgação/ND
“Vamos cobrar a dívida das grandes empresas”, afirmou Boulos - Divulgação/ND


Máquina pública e privilégios

É preciso combater os privilégios na cúpula dos poderes. Não podemos de­monizar funcionário público. Serviço público não tem que diminuir, tem que aumentar. Todo mundo quer mais SUS, quer uma educação pública de quali­dade. O problema está nos privilégios da cúpula. Não dá para admitir que desembargador, juiz, que tem casa, re­ceba auxílio-moradia de R$ 4 mil com dinheiro público. Isso é uma esculham­bação. Mas há outros privilégios tam­bém. Os privilégios do 1% das grandes corporações, das grandes empresas, bancos, o chamado mercado que man­da na política brasileira, que sequestra o Estado brasileiro.

Reforma tributária

Hoje no Brasil quem tem mais paga me­nos e quem tem menos paga mais. Tem que acabar com essa distorção. Tem que reduzir imposto sobre consumo e aumentar imposto sobre as grandes re­des e grandes propriedades e patrimô­nios, que hoje não são tributados. Quem tem carro hoje paga IPVA. Quem tem ja­tinho ou helicóptero não paga imposto. Tem que ter justiça tributária, e é isso que nós vamos fazer com uma reforma.

Reforma da previdência

A reforma da previdência apresentada pelo Michel Temer é uma covardia. É um crime contra os mais pobres. Dizer que tem problema na previdência e querer cortar de quem ganha salário mínimo, de quem trabalhou a vida toda, cortar em auxílio-doença, em benefício de pres­tação continuada é uma covardia. Que­remos mexer na previdência que eles não mexeram. Vamos cobrar a dívida das grandes empresas, que devem para a previdência pública. Vamos mexer com os superprivilégios de cúpula do Judiciá­rio, do Legislativo, do Executivo.

Segurança pública

Segurança pública não se resolve com tiro, porrada e bomba. Se tentou fa­zer isso nos 30 últimos anos no Brasil, e olha em volta. Alguém está mais se­guro por isso? Não. Vamos investir em duas áreas. Primeiro, na prevenção. Não queremos construir presídios. Va­mos construir escolas para não ter que construir presídios depois. Nós vamos fazer políticas sociais para reduzir a violência na raiz. E tem o segundo ca­minho que é investir na inteligência para combater o tráfico de arma, de munição, de quadrilhas.

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