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Posto de saúde do Campeche é inaugurado, mas velhos problemas continuam

Conselho local de saúde alerta para falta de profissionais que resulta em demanda reprimida no atendimento; unidade na Capital tem duas equipes de saúde para a família, quando ideal seria o dobro

Michael Gonçalves
Florianópolis
26/03/2018 às 14H09

A comunidade do bairro Campeche, em Florianópolis, recebeu na manhã desta segunda-feira (26) um novo prédio para abrigar o centro de saúde. O prefeito Gean Loureiro (PMDB) inaugurou a estrutura de 740 metros quadrados, que havia sido abandonada em 2016 com 90% da sua construção concluída e acabou destruída por usuários de drogas e vândalos. Apesar do clima de festa, o conselho de saúde local alertou para a falta de profissionais que resulta em uma demanda reprimida no atendimento. A unidade atende com apenas duas equipes de saúde para a família, quando o ideal seria o dobro.

Novo prédio tem capacidade para atender a demanda do bairro para os próximos 30 anos - Daniel Queiroz/ND
Novo prédio tem capacidade para atender a demanda do bairro para os próximos 30 anos - Daniel Queiroz/ND


A conselheira Silvia Villa, do conselho local de saúde, alertou para os velhos problemas da unidade de saúde. “A comunidade está contente com o novo prédio, mas não podemos esquecer que os profissionais estão sobrecarregados e existe uma demanda reprimida. Temos duas equipes da saúde da família, sendo que uma está incompleta, quando o necessário seriam quatro equipes para atender uma população de 22 mil habitantes”, afirmou Silvia.

Após o abandono da obra por falta de recursos da administração passada, a obra foi retomada em outubro de 2017 pelo custo de R$ 896 mil. Segundo o prefeito Gean, a obra toda custou cerca de R$ 2 milhões. O prédio recebeu reforma das pinturas interna e externa, troca de telhas e fiação elétrica, impermeabilização da cobertura e paredes, móveis novos e equipamentos.  

Atualmente, a unidade atende com 23 profissionais e realiza uma média de 4 mil atendimentos por mês, entre consultas médicas e outros procedimentos. “Estamos reformando vários centros de saúde do município e aqui no Campeche recuperamos uma obra que estava abandonada. Hoje temos uma nova unidade de saúde, ampliando o atendimento e desafogando a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Sul”, afirmou o prefeito.  

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, 20 unidades de saúde foram reformadas pelo custo de R$ 2 milhões.

 

Criação da terceira equipe depende da lei de responsabilidade fiscal

O secretário Municipal de Saúde, Carlos Alberto Justo da Silva, o Paraná, reconheceu a falta de profissionais no centro de saúde do Campeche. Ele informou que a nova unidade tem uma capacidade instalada para atender o crescimento populacional da região para os próximos 30 anos. A criação de uma terceira equipe de saúde da família depende do limite prudencial de gastos do governo municipal.

“Assim que tivermos a liberação de recursos, vamos aumentando progressivamente as equipes de saúde da família. Estamos buscando a terceira equipe no Campeche, para que o posto de saúde não feche no horário do almoço e possamos ampliar o atendimento das 7h às 19h. Já estamos entregando um estudo para o governo prevendo a expansão do quadro da saúde no município”, disse o secretário.

Silvia Villa, do conselho local de saúde do Campeche, afirmou que o encaminhamento dos residentes para as unidades não refletiu no aumento de atendimentos, porque eles precisam de supervisão de outro profissional. Paraná acrescentou que os 23 médicos contratados em 2017 apenas preencheram as vagas dos profissionais aposentados e, por isso, não houve aumento real.

Prefeito Gean Loureiro e o secretário Paraná escutaram as homenagens e as cobranças da comunidade - Daniel Queiroz/ND
Prefeito Gean Loureiro e o secretário Paraná escutaram as homenagens e as cobranças da comunidade - Daniel Queiroz/ND



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