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Pontos de escoamento obstruídos causam transtornos em dias de chuva em Florianópolis

Com a chuva intensa desta quarta, velhos problemas voltaram a aparecer nas ruas da Capital, que ficaram alagadas e onde bueiros transbordaram, pois a água não tinha por onde escoar

Redação ND, com informações da RICTV Record
Florianópolis
26/07/2018 às 19H14
Na rua Antônio Carlos Ferreira, no bairro Agronômica, os moradores reclamam que os alagamentos são frequentes - RICTV Record/Reprodução/ND
Na rua Antônio Carlos Ferreira, no bairro Agronômica, os moradores reclamam que os alagamentos são frequentes - RICTV Record/Reprodução/ND


A chuva intensa desta quarta-feira (25) deixou ruas alagadas e bueiros transbordando em Florianópolis. Infelizmente, problema é comum na Capital em dias de chuva. Os moradores da rua Antônio Carlos Ferreira, no bairro Agronômica, por exemplo não têm apenas alagamentos com a chuva, mas também o esgoto que corre pela rua, causando muito mal cheiro. A água não escoa e os bueiros acabam transbordando.

O comerciante Rogério Pieri trabalha e mora nesta rua e explicou que a situação não é novidade. “A história que a gente conhece é que o sistema de esgoto está saturado, não está mais dimensionado como deveria. Então, começa a transbordar as bocas de lobo, a rua fica praticamente toda tomada do esgoto a céu aberto”, contou em entrevista à RICTV Record.

O superintendente de Habitação e Saneamento de Florianópolis, Lucas Arruda, explicou que há uma limpeza frequente dos bueiros conforme demanda apresentada pela comunidade. “Esse serviço tem duas etapas. A parte preventiva, de limpeza da cidade, responsabilidade da Comcap, e uma parte de desobstrução dos locais com caminhão hidrojato”

Rogério Pieri reconhece que o trabalho é feito, mas acredita que a solução é pouco eficiente e não resolve o problema que volta a acontecer logo em seguida. “Isso resolve por algumas horas. No outro dia, a situação é a mesma”, reclamou.

Segundo a Comcap, um dos problemas é a conscientização da população quanto ao descarte de lixo nas ruas - RICTV Record/Reprodução/ND
Segundo a Comcap, um dos problemas é a conscientização da população quanto ao descarte de lixo nas ruas - RICTV Record/Reprodução/ND


Para a engenheira sanitarista da Comcap Karina da Silva de Souza, um dos grandes problemas está na conscientização da população quanto ao descarte de lixo nas ruas. “A cidade mais limpa não é aquela que mais se limpa, é aquela que menos se suja. Então, para ter uma cidade limpa, a gente precisa da colaboração de todas as pessoas”, disse a engenheira.

Ela explica que a limpeza é feita diariamente, mas com foco maior no Centro da cidade e que cabe a cada morador cuidar da frente da sua residência e evitar o acúmulo de entulhos. A Comcap se responsabiliza em recolher os materiais descartados pela população, mas para isso tem um calendário específico. Outro problema frequente é o descarte de lixo nas ruas. Segundo Karina, “a população só sente o reflexo dessa ação no dia que dá uma grande chuva e que a gente tem as nossas ruas alagadas”.

Além dos problemas nas ruas, a passarela de pedestres embaixo da ponte Pedro Ivo Campos também foi afetada pela chuva. A estrutura não é adaptada para escoar a água, transformando alguns pontos em cachoeiras. O ciclista Daniel Costa passa pelo local todos os dias e registrou os problemas enfrentados por ele e outros pedestres e ciclistas quando chove. Além da água que cai da parte de cima da estrutura, tem ainda a que corre pelo chão.

“Sempre que chove tem esse problema. Então, como é que eu posso estimular as pessoas a caminhar, sendo que a gente tem esses problemas no caminho? A gente tem que criar conforto para que a gente possa se deslocar, caminhar na cidade com segurança. Então, realmente precisa manutenção na ponte”, defendeu Costa.

Existem ainda outras questões estruturais que assustam os frequentadores, como os pilares da passagem estão danificados, a fiação elétrica exposta de parte da iluminação que foi arrancada. Sem contar as placas de concreto do chão, que estão soltas e formam vãos por onde é possível ver o mar.

Costa desta a importância da passarela para a cidade: “é o único acesso que nós temos entre a Ilha e o Continente para o transporte ativo, ou seja, caminhada e de bicicleta. Tem esperas na outra ponte para fazer isso aqui, mas nós só temos essa aqui hoje e ela é fundamental que seja mantida porque para a mobilidade urbana é muito importante”.

Confira mais informações na reportagem do Balanço Geral Florianópolis:

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