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Ponte Hercílio Luz recebe a primeira peça importada durante restauração, em Florianópolis

Empresa portuguesa Teixeira Duarte faz a troca das celas, importadas da Espanha, na parte superior da torre continental. Já a manutenção das pontes Pedro Ivo e Colombo Salles continua indefinida

Michael Gonçalves
Florianópolis
06/02/2018 às 08H52

As três pontes que ligam a Ilha ao Continente de Florianópolis precisam de algum tipo de manutenção. A desativada Hercílio Luz é a única que passa por uma restauração completa. Atualmente, a empresa portuguesa Teixeira Duarte faz a troca das celas, que foram importadas da Espanha, na parte superior da torre continental. Já as pontes Colombo Salles e Pedro Ivo Campos, que suportam todo o tráfego viário, aguardam pelo fim do imbróglio da licitação para a escolha da empresa que fará a fiscalização da obra de manutenção.

Das três pontes que ligam Ilha ao continente, a Hercílio Luz é a única que passa por uma restauração completa - Daniel Queiroz/ND
Das três pontes que ligam Ilha ao continente, a Hercílio Luz é a única que passa por uma restauração completa - Daniel Queiroz/ND



A restauração da ponte Hercílio Luz, totalmente interditada para veículos e pedestres desde 1991, tem previsão de entrega para dezembro deste ano. Sem as barras de olhal, os trabalhos estão concentrados na troca das quatro celas que ficam sobre as duas torres principais. Na torre continental, as duas celas antigas foram retiradas e uma das peças importadas já foi colocada.

A empresa aguarda a manutenção de um guindaste para instalar a outra peça de 7.000 quilos. “As celas foram fabricadas pela empresa Guivisa, em Bilbao, na Espanha. Elas são as peças por onde as barras de olhal transpassam e são fixadas por pinos. O objetivo é que elas sejam trocadas até o fim da semana, mas dependemos da condição climática. É um trabalho que também depende do auxílio de alpinistas”, contou o fiscal de obra do Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura), engenheiro Wenceslau Diotallevy.

O técnico em segurança do trabalho Marcos Rogério de Souza ficou impressionado com as pichações nas peças retiradas da ponte Hercílio Luz. Isso porque cada uma das celas estava a 75 metros do nível do mar. Após a colocação das novas celas da torre insular, a próxima etapa da restauração será a troca das rótulas.

As torres serão erguidas para a troca das rótulas. “Depois das rótulas começamos a remontar a ponte com a primeira barra de olhal. São 360 barras ao todo e a nossa previsão é de terminar a restauração em dezembro, se nada mais der errado”, disse Diotallevy. Além das celas, os pendurais foram importados da Itália.

Deinfra promete abertura de nova licitação em fevereiro

Construída em 1975, a ponte Colombo Salles só foi vistoriada em 2003, quando a explosão de um exaustor de energia em uma das galerias deixou Florianópolis sem luz por três dias. Já a ponte Pedro Ivo, inaugurada em 1991, nunca passou por manutenção. Em função disso, o MP-SC (Ministério Público de Santa Catarina) cobra providências do governo do Estado há mais de quatro anos. Segundo a assessoria de imprensa do Deinfra, a licitação para contratar a empresa que vai fiscalizar a obra deve ser lançada até o fim de fevereiro.

As duas pontes, que são os únicos acessos viários entre a Ilha de Santa Catarina e o Continente, recebem mais de 170 mil veículos por dia. O cenário é de abandono para quem circula com o olhar mais atento sob as estruturas. As passarelas desativadas foram arrombadas e viraram abrigo para as pessoas em situação de rua.

Em toda a extensão da ponte Pedro Ivo é visível à corrosão das chapas de ferro sob a estrutura e o desgaste do asfalto sobre as placas metálicas. Na Colombo Salles a situação não é diferente, com a queda da estrutura de concreto das fundações que deixa a ferragem à mostra, além das passarelas interditadas pela falta de manutenção. Uma empresa de Curitiba (PR) ganhou a licitação para executar a obra, em 2016, e ainda aguarda uma decisão judicial. Isso porque o TCE (Tribunal de Contas do Estado) determinou a anulação da licitação para a escolha da empresa responsável pela fiscalização.

O Deinfra fez a licitação para a fiscalização na modalidade pregão, que prioriza apenas o menor preço, mas o TCE entende que o correto deveria ser um processo na modalidade concorrência no tipo técnica e preço, em função de se tratar de serviços de engenharia. A polêmica aguarda decisão judicial. A assessoria de imprensa do Deinfra não soube informar qual será a modalidade utilizada na licitação.

 

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