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Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, faz 92 anos com a recolocação de 60 barras de olhal

Com o prazo de entrega indefinido, Governo do Estado trabalha para liberar aditivo de R$ 37 milhões. Prefeitura da Capital lança um site para divulgar o conceito do projeto de utilização da estrutura

Michael Gonçalves
Florianópolis
14/05/2018 às 16H32

A ponte Hercílio Luz, principal cartão-postal de Santa Catarina, completa 92 anos neste domingo (13) cercada de indefinição quanto à reabertura. Mesmo sem previsão de entrega da restauração, que deve ocorrer em 2019, a empresa portuguesa Teixeira Duarte já recolocou 60 barras de olhal, de um total de 360. O avanço da obra está condicionado a um aditivo de R$ 37 milhões, que aguarda liberação de um financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O secretário de Estado de Infraestrutura, engenheiro Paulo França, informou que as duas desapropriações pendentes estão bem adiantadas. Já o Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), a partir de segunda-feira (14), colocará no ar o site Ponte Viva, que trará o conceito do projeto de utilização da estrutura. A ponte está totalmente interditada desde 1991, em função de uma fissura em uma barra de olhal.

A previsão inicial para a conclusão da restauração da ponte era outubro deste ano - Flávio Tin/ND
A previsão inicial para a conclusão da restauração da ponte era outubro deste ano - Flávio Tin/ND


A previsão inicial para a restauração ser concluída era outubro deste ano, mas o prazo final passou para dezembro e, atualmente, está indefinido. “A restauração da ponte Hercílio Luz não é uma simples obra, o monumento tombado pelo patrimônio histórico está sendo recuperado e aperfeiçoado para o benefício da população. O processo administrativo para o aditivo foi encaminhado ao banco e nos próximos dias deveremos ter a autorização para a assinatura da emenda. Com isso, faremos as contas para a divulgação do novo cronograma”, destacou o secretário.

Paralelamente à recolocação das barras de olhal, os operários trabalham na pintura de cinco torres. A ponte será totalmente pintada na cor cinza, que será mais uma proteção contra a maresia. A recuperação das peças no vão central também está adiantada. Após a colocação das 360 barras de olhal, os pendurais, que foram fabricados na Itália, também serão recolocados na ponte.

Além da espera pelo aditivo, duas desapropriações na cabeceira continental atrapalham o avanço da obra. “Uma família recebeu a indenização e estamos providenciando a emissão de posse. Já a outra deve receber nas duas próximas semanas, no máximo. Nestes locais precisaremos ancorar a estrutura para recolocar as outras barras de olhal”, afirmou França.

Em site, população terá acesso ao conceito do projeto

Para comemorar os 92 da ponte Hercílio Luz, o Ipuf lança o site Ponte Viva, que trará o conceito do projeto de utilização da estrutura. O projeto Ponte Viva traz estratégias de curto, médio e longo prazo para o uso integrado da ponte em temas como mobilidade, turismo, cultura, esporte e patrimônio. Os projetos iniciais contemplam principalmente o tema da conectividade e o seu entorno.

“A prioridade para a utilização da ponte será para ciclistas e pedestres, mas de acordo com os gatilhos pré-estabelecidos também implantaremos o transporte coletivo. Com a divulgação do site vamos disponibilizar os conceitos de intervenções urbanísticas do projeto. Também haverá um espaço colaborativo para comentários da população”, afirmou o diretor metropolitano do Ipuf, arquiteto e urbanista Michel Mittmann. Dentro de um mês, os projetos preliminares urbanísticos de conectividade, modelo de governança e sistema de uso gradativo da estrutura e do entorno serão apresentados pela prefeitura e pelo governo do Estado.

Etapas da restauração

  • Montagem de gruas e estruturas andaimes
  • Recuperação das estruturas metálicas dos viadutos, incluindo torres
  • Recuperação da estrutura metálica da treliça do vão pênsil
  • Reforço das torres principais, incluindo fundações
  • Transferência de carga da ponte para a estrutura provisória
  • Troca das rótulas e selas das torres principais
  • Recolocação das 360 barras de olhal
  • Recolocação dos pendurais
  • Execução do tabuleiro
  • Desmontagem das estruturas provisórias e gruas.

Motivos do aditivo

  • Aumento da altura do corrimão de 1,10 m para 1,40 m, seguindo o alerta feito pelo Ministério Público
  • Para melhorar a segurança no fluxo da ciclovia e da passarela de pedestres, as barras de olhal serão suspensas em 2,5 m em oito pontos
  • Instalação de corrimão para deficientes
  • As alturas das longarinas foram aumentadas para atender os padrões da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas)
  • Para dar mais segurança aos motoristas, os guard-rails foram adaptados conforme a legislação vigente
  • Construção de um muro de contenção próximo ao Scuna Bar, com o objetivo de evitar possíveis deslizamentos de terra
  • Recuperação de mais peças do que o estimado inicialmente
  • Pagamento das desapropriações e o consequente aditivo de prazo.

Fonte: Secretaria de Estado da Infraestrutura

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