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Sábado, 17 de Novembro de 2018
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Políticos catarinenses longe da aposentadoria

Renovação. Políticos defendem surgimento de novas lideranças, mas não abrem mão de disputar eleições

Marcelo Tolentino
Florianópolis
Mendes/ND
Legenda
No futebol, a decisão de pendurar as chuteiras nunca é fácil. Mas o atleta sabe a hora de parar, algo que nem sempre acontece na política. Nesse caso é preciso mais que idade avançada ou uma contusão séria para o jogador se aposentar. Há quanto tempo você não vê alguém diferente disputando o governo do Estado? O último foi o próprio governador Raimundo Colombo (PSD), que ainda assim já tinha uma vasta experiência como prefeito e senador.
Embora não apontem nomes tão novos assim, as próximas eleições, 2012 e 2014, são encaradas pelos partidos como uma chance da fila finalmente andar. No PP, o presidente estadual, deputado estadual Joares Ponticelli, garante que a ordem é renovação. Ele nega que a sigla queira colocar um fim na era Amin, mas já pôs o nome à disposição para disputar o governo em 2014, bem como os deputados João Pizzolatti e Silvio Dreveck.
“Isso não é um processo de exclusão. O casal Amim vai continuar contribuindo”, ponderou ele, que acredita no surgimento de uma nova geração em 2014.  “Desde 1982, aqui no Estado, o que há é um revezamento de nomes”, diz Ponticelli.
O ex-governador Leonel Pavan (PSDB) garante que o partido trabalha na base, mas avalia que um novo líder não nasce da noite para o dia. “Tem de suar a camisa. Um novo líder surge a partir do trabalho de cada um. Se os velhos nomes ainda permanecem é porque esses não pararam de trabalhar”, argumentou ele, que também é acusado, internamente, de não largar o osso.  “Na política não há aposentadoria precoce”, lembrou o presidente estadual do PT, José Frisch. O novo presidente estadual do DEM, Paulo Gouvêa da Costa, avalia que o momento de reconstrução do partido é a oportunidade de lançar novos líderes.
"Não serei omisso", diz Amin
Embora não pense em parar tão cedo, o deputado Esperidião Amin (PP) é a favor da renovação. Mas ameaça colocar o nome à disposição em 2014, se a sigla não apresentar um candidato ao governo. “Enquanto eu tiver saúde e não me faltar ideal eu não serei omisso”, afirmou ele, que já foi duas vezes governador, duas vezes prefeito de Florianópolis e senador. Em 2008, quando perdeu a disputa pela Prefeitura da Capital, Amin disse que não concorreria mais a cargos do Executivo.
“Contudo, estou começando a rever minha posição. O partido tem de ter candidato. Se isso não acontecer, consequentemente não haverá nome ao governo em 2014. Ninguém quer mais a renovação do que eu, mas as pessoas precisam disputar eleição”.
Ele elogia a iniciativa do PP em lançar novos nomes, a exemplo do deputado Ponticelli, mas observa que até lá muita água vai rolar. “Uma coisa é falar, outra é fazer. E o PP não pode se tornar um partido só de deputados”.
Bornhausen vira um "torcedor"

Mais de quatro anos depois de refundar o PFL, com o nome de Democratas, o presidente de honra do partido, Jorge Bornhausen, anunciou, este ano, sua saída do DEM. Bornhausen diz que encerrou a carreira política eleitoral. "Daqui em diante, serei um apreciador e um torcedor", afirmou.
Bornhausen chegou a ser convidado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, a integrar o PSD, durante convenção estadual da sigla, em Florianópolis, mas o ex-senador negou o convite, reforçando que havia encerrado a vida política.
Contudo, Jorge Bornhausen, que já governou Santa Catarina e foi ministro de Estado de vários governos, não deve ficar tão longe assim da política. Com ou sem filiação partidária. "Ele não está na linha de frente, mas está aconselhando, amaciando os caminhos", diz o filho e deputado Paulo Bornhausen (PSD), hoje secretário de Desenvolvimento Econômico do governo de Santa Catarina.

 

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