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PRFs e voluntários levam alegria a crianças com câncer no Hospital Infantil

Ação da PRF foi realizada na manhã de quarta-feira, no Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil

Gustavo Bruning
Florianópolis
23/11/2016 às 17H09

Aos 10 anos, o sonho de Sthefany Heinzen é ser médica. A garota, que há dois anos passa pelo tratamento de um tumor ósseo conhecido como sarcoma de Ewing, no Hospital Infantil Joana de Gusmão, estampou um sorriso largo durante a manhã desta quarta-feira (23). No Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil, enquanto participava da ação “Policiais contra o câncer infantil”, ganhou um kit de instrumentos médicos de brinquedo e deixou de lado a aflição enfrentada diariamente.

Realizada pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) com apoio da Avos (Associação de Voluntários do Hospital Infantil), a segunda edição da campanha promoveu o clima de alegria e união para cerca de 60 crianças. Entre canções de voluntários, doações de livros e pinturas no rosto, 42 policiais fizeram brotar risadas nos pacientes, principalmente quando alguns deles tiveram seus cabelos raspados.

Sthefany Heinzen luta contra um tumor ósseo - Daniel Queiroz/ND
Sthefany Heinzen luta contra um tumor ósseo - Daniel Queiroz/ND


Aficionado por motos, Arthur Scussiato Iohan, de 3 anos, ficou maravilhado com as viaturas da PRF. “É muito bom vê-lo saindo do quarto e vivendo novas experiências”, disse a mãe, Débora Scussiatto. A contadora mora em Águas de Chapecó, Oeste do Estado, e desde agosto traz Arthur para o tratamento de um câncer no fígado. “Ele contará pra todo mundo o que viu aqui hoje”, afirmou Débora.

“Ela estava ansiosa desde ontem [terça-feira] e tomou banho hoje [quarta-feira] falando nisso”, contou Karina Karla Ferreira, mãe de Manuella, de dois anos. Hospitalizada há 15 dias na unidade de ortopedia, a pequena josefense voltou a andar esta semana. Pela manhã, comeu pipoca e não largou um grande pirulito colorido. “É bom para a filha e para a mãe, porque a gente tem a chance de interagir com as pessoas”, disse.

Segundo a voluntária da Avos Sandra Nunes, 68, o objetivo do trabalho é fazer o possível para que criança e família não se lembrem da dor que as aflige. Há 23 anos atuando no hospital, Sandra frequenta o Infantil duas vezes por semana. “Nosso papel é de mãe, de vó, de tia. É brincar e ouvir os problemas”, afirmou.

Manuella está hospitalizada há 15 dias e voltou a andar nesta semana - Daniel Queiroz/ND
Manuella está hospitalizada há 15 dias e voltou a andar nesta semana - Daniel Queiroz/ND


Evolução anual

“A missão da PRF é contribuir para o aumento da autoestima das crianças e minimizar os problemas que elas enfrentam, já que muitas sofrem limitações nas brincadeiras e nos estudos”, disse o presidente da Comissão dos Direitos Humanos da PRF, Leandro Andrade. A campanha da corporação também tem o intuito de divulgar a doença e estimular o tratamento desde cedo. Justamente por isso a PRF divulgará cartazes em seus postos por todo o Brasil.

O projeto surgiu em Goiás, em 2014, e chegou a 13 Estados no ano seguinte, e a 24 neste ano. Segundo Andrade, o engajamento desta edição foi ainda maior e permitiu que a ação fosse realizada simultaneamente em Florianópolis, Chapecó e Joinville.

Por verem os policiais como símbolos de força, as crianças têm a chance de se sentir fortalecidas e superar as dificuldades. “Não cortamos o cabelo para parecer com elas, e sim para que se reconheçam nos policiais”, afirmou.

“O corte de cabelo para mim é temporário, assim como eu espero que seja a passagem dessas crianças pelo hospital”, explicou o policial rodoviário Adriano Fiamoncini, que estreou no projeto este ano. A PRF ainda distribuiu carteirinhas declarando a força dos jovens para enfrentar as doenças.

Policiais rasparam o cabelo durante a ação - Daniel Queiroz/ND
Policiais rasparam o cabelo durante a ação - Daniel Queiroz/ND


Diagnóstico precoce

“É um evento de solidariedade. Qualquer ação que chame a atenção para o câncer infantil é benéfica”, disse o diretor-geral do Hospital Infantil, Carlos Schoeller. “A chance de cura depende do diagnóstico precoce”, completou. Com o tratamento adequado, a taxa de cura varia entre 70% e 80% dos casos.

Apenas no Infantil são recebidos cem novos casos da doença por ano. Florianópolis é o principal polo de tratamento no Estado. Dos 130 leitos do local, 14 são destinados à oncologia. Schoeller revela, ainda, que a unidade ganhará melhoras em sua estrutura no início de 2017.

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