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Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018
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Polícia vai investigar inválidos da Assembleia Legislativa

Um delegado especial será definido para cuidar do caso e ouvir os 111 aposentados por invalidez do parlamento

Marcelo Tolentino
Florianópolis
Arquivo/ND
Sindicato dos Servidores da Assembleia promove nesta terça-feira reunião discutir o escândalo

A Polícia Civil abriu nessa segunda-feira inquérito para apurar indícios de irregularidade na concessão de aposentadorias por invalidez para 111 ex-servidores da Assembleia Legislativa.  O grupo, que já enfrenta processo administrativo no Iprev (Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina), agora pode responder por crimes como estelionato, fraude em documentos e formação de quadrilha.  A polícia, que irá definir um delegado especial para o caso, pretende ouvir os 112 inválidos e os médicos responsáveis pelos laudos que confirmaram a invalidez.

As principais irregularidades constatadas pela Junta Médica foram a ausência de documentação que comprovasse as doenças, diagnósticos baseados na opinião de um só médico sem especialidade na área e assinaturas diferentes do mesmo médicos em laudos de mais de um paciente.

Nessa terça-feira, o Sindalesc (Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina) faz assembleia geral para discutir o escândalo das aposentadorias por invalidez. A categoria também aprovam um documento em defesa da transparência administrativa na Assembleia Legislativa.
O corpo do ex-procurador Augusto José Alvetti, aposentado por invalidez da Assembleia, que tirou a própria vida no último domingo, foi enterrado ontem no Cemitério Jardim da Paz.  Ele também era investigado por ter conquistado o benefício de forma irregular e teve o salário de R$ 35 mil reduzido depois que o legislativo definiu o salário de deputado como piso salarial, algo em torno de R$ 22 mil.

 

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