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Polícia recolhe material genético da mãe de jovem desaparecida em Palhoça

Moradora do bairro Saco dos Limões, em Florianópolis, Thuane frequentava a casa do namorado Rudimar, em Palhoça; somente o corpo do rapaz foi encontrado carbonizado

Colombo de Souza
Florianópolis
23/11/2017 às 21H39

A pedido da DPPD (Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas), o IGP (Instituto Geral de Perícias) recolheu material genético (sangue) da mãe de Thuane Gonçalves da Cruz, 20, desaparecida desde o início da semana. Segundo o delegado Wanderley Redondo, ela registrou o desaparecimento da filha na terça-feira (21) na DPPD, após tomar conhecimento do vídeo que viralizou nas redes sociais, em que Thuane aparece sendo torturada e depois os criminosos atearam fogo. O crime está sendo investigada pela delegada Raquel Freire, da DIC (Divisão de Investigação Criminal), de Palhoça, na Grande Florianópolis. 

Thuane Gonçalves da Cruz - Reprodução/ Facebook
Thuane Gonçalves da Cruz - Reprodução/ Facebook


Thuane morava com os pais no bairro Saco dos Limões, em Florianópolis, mas frequentava a casa do namorado, Rudimar Gonçalves Muller, 18, em Palhoça. O corpo do jovem foi localizado carbonizado, às margens da BR-101, no bairro Pacheco. Estava abandonado em um terreno próximo ao crematório de Palhoça. Ao lado dos restos mortais, os policiais encontraram um bilhete com os dizeres "morreu porque era cagueta", uma expressão que significa "dedo-duro". O bilhete também relacionava a vítima a uma facção criminosa.

Policiais da DIC de Palhoça realizaram uma varredura na região, mas ainda não localizaram Thuane. Caso a polícia encontre um corpo que pressupõe que seja de Thuane, partes genéticas do cadáver será confrontado com o sangue colhido da família da desaparecida. Desta forma a comparação acusa ou não a identificação.

A delegada Raquel não revelou o avanço da investigação, mas afirmou que a violência na cidade está numa crescente. “É muito roubo, muito homicídio. As mortes violentas neste ano dobraram em relação ao ano passado. Em 2016, ocorreram 19 casos. Este ano, já estamos com 49 homicídios”.

Raquel não tem dúvidas de que o aumento da violência está relacionado com a guerra de facções pelo domínio do tráfico de drogas. Um fato que vem chamando a atenção dos policiais das DIC é cada vez mais o envolvimento de adolescentes em organização criminosa e os vídeos da brutalidade, gravada pelos autores, viralizados nas redes sociais. “Eles fazem isso para mostrar poder”, comentou.

Delegada Raquel Freire, titular da Divisão de Investigação Criminal de Palhoça - Colombo de Souza
Delegada Raquel Freire, titular da Divisão de Investigação Criminal de Palhoça - Colombo de Souza




 

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