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Polícia prende mais de 50 pessoas em SC em operação que apura crimes contra a mulher

Operação Cronos acontece em todo o país e já prendeu 590 pessoas enquadradas na Lei Maria da Penha e em casos de feminicídio

Redação ND
Florianópolis
24/08/2018 às 17H58

Operação nacional determinada pelo Ministério de Segurança Pública prendeu mais de 600 pessoas por homicídio, feminicídio e outros crimes de violência contra a mulher. O objetivo foi marcar os 12 anos da Lei Maria da Penha que foi criada em 7 de agosto de 2006 e entrou em vigor em 22 de setembro do mesmo ano.

Em Santa Catarina, a Polícia Civil cumpriu 56 mandados de prisão e três de apreensão de adolescentes. Desses, 10 foram presos por homicídio, 14 por crimes previstos na Lei Maria da Penha, 22 por outros crimes e 10 presos em flagrante por posse de armas ou drogas. Nenhum suspeito de feminicídio foi detido.

De acordo com o delegado geral da Polícia Civil em Santa Catarina, Marcos Flávio Ghizoni Júnior, o planejamento da operação foi feito nos últimos 30 dias e conta com o apoio de todas as delegacias regionais do Estado. 

As prisões ocorreram em 17 estados e novos mandados de prisão contra autores desses crimes ainda estão sendo cumpridos em todo o país. Segundo Emerson Wendt, presidente do Conselho Nacional dos Chefes das Polícias Civis, os mandados incluem resultados de novas investigações sobre esses crimes e aqueles em que houve sentenças

Ao todo, 4,9 mil policiais participam da operação Cronos, que tem o apoio do Ministério da Segurança Pública e é coordenada pelo Conselho Nacional dos Chefes de Polícias Civis. Ela foi definida em julho, durante reunião com o ministro da Raul Jungmann.

De acordo com o ministério, em alguns estados a operação também vai cumprir mandos de prisões de pessoas que descumpriram medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.

O nome da operação, Cronos, é uma referência à supressão do tempo de vida da vítima, reduzido pelo autor do crime. Ao mesmo tempo, com a prisão dos autores de homicídio e feminicídio, espera-se o impedimento da prática de novos crimes”.

De acordo com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, a operação tem sido planejada desde julho, mesmo mês em que houve morte da advogada Tatiane Spitzner, 29, no Paraná. O marido dela, Luís Felipe Manvailer, 29, é suspeito de tê-la jogado da sacada do prédio onde moravam.

* Com informações da Folhapress

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