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Polícia Militar de Santa Catarina estuda alterações no uniforme operacional

Segundo o chefe da seção de logística do Estado Maior da PM, tenente-coronel Robson Xavier Neves, o objetivo é dar mais conforto, ergonomia e transformar a farda em equipamento de segurança individual

Michael Gonçalves
Florianópolis
15/06/2018 às 10H27

A Polícia Militar de Santa Catarina faz planos para mudar o uniforme do policiamento ostensivo. Três alunas da 5ª fase do curso de moda da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) apresentaram sugestões de alterações de cores, modelagens e tecidos ao comandante-geral, coronel Araújo Gomes, e aos integrantes da comissão que avalia as mudanças no vestuário. Segundo o chefe da seção de logística do Estado Maior Geral da PM, tenente-coronel Robson Xavier Neves, o objetivo é dar mais conforto, ergonomia e transformar a farda em um equipamento de segurança individual. A comissão tem 30 dias para avaliar as propostas.

Vestuário enviado por empresa norte-americana foi testado por policiais do batalhão de Balneário Camboriú - PMSC/Divulgação/ND
Vestuário enviado por empresa norte-americana foi testado por policiais do batalhão de Balneário Camboriú - PMSC/Divulgação/ND


Atualmente, o uniforme da corporação é na cor cáqui e com tecido rip stop santista. “A PM contratou a Inventório, que é uma empresa júnior da Udesc, para realizar o trabalho de consultoria sobre o uniforme operacional. A intenção é que o policial tenha mais mobilidade e que fique mais próximo da comunidade. Para fugir da imagem de combatente, uma das sugestões é a mudança do coturno para uma bota de cano curto, mas ainda não há definição”, explicou o tenente-coronel Xavier.

Paralelo ao trabalho das estudantes Ana Paula Ferreira Machado, Fernanda Gonçalves de Souza e Elisa Anselmo, que começou no segundo semestre de 2017, a empresa norte-americana 5.11 Tactical, que tem contrato com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), também fez uma sugestão de uniformes para os policiais do 12º BPM, em Balneário Camboriú. As estudantes do curso de moda avaliaram essas propostas.

As mudanças no uniforme vão além do tecido e da modelagem. Uma das propostas é a alteração da cor. “Elas fundamentaram a mudança na cor com base na bandeira de Santa Catarina, que é um símbolo de todo o Estado. Assim, a proposta é de um uniforme de tonalidade verde com detalhes em vermelho. Existe sugestão para alterar até a cobertura, que é o chapéu do policial”, explicou o tenente-coronel Robson Xavier Neves. Hoje, a Polícia Militar tem um efetivo de 10,5 mil homens e mulheres, que deveriam receber uma farda por ano.

Roupas e botas da 5.11 Tactical - PMSC/Divulgação/ND
Roupas e botas da 5.11 Tactical - PMSC/Divulgação/ND


Estudantes ouviram policiais de diferentes regiões do Estado

Aos 19 anos, Ana Paula Ferreira Machado é uma das estudantes de moda da Inventório que trabalharam na consultoria. Ela explicou que foram ouvidos policiais militares de Florianópolis, São Joaquim e Balneário Camboriú. Isso para saber como a atual farda interfere no dia a dia desses profissionais, que trabalham em temperaturas elevadas no Litoral e com as mais baixas do Brasil na Serra Catarinense.

Os tecidos de fibras, como nomex e kevlar, são os mais adequados para o trabalho operacional, de acordo com a consultoria. “Para facilitar a atividade policial percebemos que os tecidos de fibras são os mais adequados, porque mantém o conforto térmico. Eles permitem a saída da transpiração, são antibactericidas e impermeáveis. Também sugerimos uma nova modelagem para que o policial tenha mais agilidade e que evite rasgos”, disse Ana Paula.

Desenhos feitos por estudantes da Udesc - PMSC/Divulgação/ND
Desenhos feitos por estudantes da Udesc - PMSC/Divulgação/ND

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