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Terça-Feira, 18 de Setembro de 2018
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Polícia investiga furto de 109 quilos de dinamite, em São José

Furto está sendo investigado, mas delegado não vincula o furto com as recentes explosões a caixa eletrônico no Estado

Colombo de Souza
Florianópolis

Os 109 quilos de dinamite furtados do paiol de uma empresa de detonação, no bairro Forquilhinhas, em São José, em maio, ainda não foram recuperados pela polícia. O furto está sendo investigado pelo delegado da Diretoria Estadual de Investigações Criminais, Anselmo Cruz. De acordo com ele, o dono da empresa morreu em acidente de trânsito dias antes do furto. A viúva pediu para o Exército recolher as dinamites, mas a solicitação não foi aceita e os ladrões aproveitaram a oportunidade para levar a carga de explosivo.

No local, afastado da área residencial conforme orientação do Exército, não há câmeras de vigilância. O delegado ouviu várias testemunhas, mas os depoimentos não ajudaram a localizar o material roubado. Para se ter uma ideia do que é possível detonar com os 109 quilos do artefato furtado, na implosão do presídio do Carandiru foram consumidos 200 quilos de dinamite para botar os sete pavilhões no chão.

Coincidência, ou não, após o roubo da nitroglicerina, em São José, ocorreram quatro explosões de caixas eletrônicos no interior do Estado. No dia 14 de junho, explodiram os caixas eletrônicos do Banco do Brasil e Santander, em Irani. Dez dias depois, os criminosos mandaram para os ares um autoatendimento do Banco do Brasil em, São Cristóvão do Sul. E no dia 1º de julho os criminosos também explodiram a agência do  Banco do Brasil de Treviso, no Sul do Estado.

O delegado Anselmo Cruz afirmou que as investigações não apontaram para este direcionamento. “Existe mercado negro de dinamite. Pedreiras clandestinas podem ter comprado a carga para trabalhar. No entanto, não está descartada o uso da dinamite em explosões a banco”, disse.

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