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Polícia investiga clonagem misteriosa do celular de três prefeitos de Santa Catarina

Casos foram denunciados por gestores de Balneário Camboriú, Porto Belo e Ilhota

Everton Palaoro
Porto Belo
21/06/2018 às 16H01

A clonagem dos números de telefones de prefeitos catarinenses tem se tornado frequente. Na última semana, três gestores emitiram nota informando que o número teria sido clonado. Começou com o telefone de Fabrício Oliveira, de Balneário Camboriú, e na terça-feira (19) foi a vez de Emerson Stein, de Porto Belo. Na quarta-feira (20), aconteceu com Erico de Oliveira, de Ilhota. Em um dos casos, houve pedido de transferência bancária no valor de R$ 100 mil.

Solicitação de R$ 100 mil foi feita com o aplicativo de Fabrício Oliveira - Divulgação/ND
Solicitação de R$ 100 mil foi feita com o aplicativo de Fabrício Oliveira - Divulgação/ND


O primeiro caso ocorreu no dia 11 deste mês. Alguém utilizou o aplicativo WattsApp do prefeito de Balneário Camboriú para enviar uma série de mensagens. Em uma delas, houve o pedido de transferência para uma conta da cooperativa Sicoob de R$ 100 mil. Na mensagem, a pessoa solicitava a transação para uma pessoa e que no dia seguinte, apresentaria nota fiscal e empenho. De acordo com a assessoria, o prefeito não conseguia fazer ligações com o número e assessores começaram a desconfiar da conversa, já que por vezes pedia tranferência de contas do município e outras de contas pessoais.

A investigação está em segredo de justiça. Segundo o delegado responsável pelo caso, Julio César Machado de Souza, o surgimento de novas vítimas pode integrar as investigações. “Ficamos sabendo de Porto Belo e Ilhota. Vou procurar a delegada Luana Backes para ver se existe uma ligação. Embora Ilhota não esteja na nossa região, também vou conversar com o delegado de lá”, projeto o delegado.

Em Porto Belo, a pessoa que clonou o telefone do prefeito Emerson Stein tentou contato entre outras pessoas com o o secretário de Finanças, Antônio Brito Júnior, o que mostra que além ter acesso aos números, o criminoso acompanha a rotina dos gestores.

Pelo menos dois dos três números clonados são da operadora Tim, que oferece o serviço de telefonia para órgãos públicos mediante licitação. A reportagem do jornal Notícias do Dia procurou a assessoria da empresa no começo da tarde de quarta-feira. Em princípio, haveria uma resposta sobre uma possível falha na segurança dos dados. Contudo, no final do dia a operadora informou que não ia se pronunciar sobre os casos de clonagem.

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