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Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2018
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Polícia investiga assassinato de pai e filhos em Palhoça

Local onde um dos garotos foi morto havia um afundamento na areia, mostrando a violência das agressões

Colombo de Souza
Florianópolis

Marco Santiago/ND
Ao fundo, o galpão em construção onde houve o crime

O delegado de Palhoça, Attílio Guaspari Filho, 31 anos, retornou nesta terça-feira ao galpão onde foram assassinados o pedreiro Gelson Aparecido de Souza e os dois filhos, e não se conteve: “Quem praticou os crimes é um piscopata”. Para o delegado, o brutal assassinato foi praticado por dois homens que usaram pé-de-cabras.

O crime ocorreu no interior do galpão de 1.162 metros quadrados, na área industrial do bairro Bela Vista II, Palhoça. Gelson foi assassinado na parte superior da construção, e os filhos no térreo. As crianças foram encontradas  a cerca de 15 metros uma da outra.

No local onde Gean Vitor dos Santos de Souza, 9 anos, foi morto havia um afundamento na areia. “O garoto deve ter recebido golpes brutais de pé-de-cabra”, observou o delegado. Ao lado do buraco com vestígios de sangue, ainda estão as sandálias de dedo da criança. O corpo do outro menino, Vitor Henrique Pereira de Souza, 5 anos, estava próximo as escadarias que levam para o local onde o pai foi assassinado.

Vitor e Gean são filhos de mães diferentes e estavam passando as férias na casa do pai, que vive com a terceira mulher em São José. Sempre que ia para o trabalho, o pedreiro levava as crianças. Em meio a cena de horror no interior do galpão ainda estão os carrinhos de plásticos que as crianças brincavam. 

O primeiro a chegar no local foi o funcionário de uma loja de material de construção. Ele levou telhas e blocos de cimento que o pedreiro havia solicitado na manhã de segunda-feira. O pedido foi feito às 9h30 e chegou às 14h30.

“O entregador bateu palmas, mas não apareceu ninguém. Quando ele abriu a porta encontrou os corpos. Então ele me chamou como testemunha. Confesso que não entrei, fiquei na porta”, disse o montador Flávio Cardoso, 53 anos, que trabalha num galpão o lado. 

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