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Polícia busca pistas na quitinete dos três jovens sequestrados e mortos em Florianópolis

Os corpos de Luiz Felipe Alves Feitosa, 24, e de João Vitor Oliveira Padoin, 20, foram liberados ontem. A terceira vítima, ainda não identificada, permanece no IML

Colombo de Souza
Florianópolis
19/02/2018 às 19H06

A polícia retornou nesta segunda-feira (19) à quitinete dos três jovens sequestrados e fuzilados em Florianópolis para recolher impressões digitais e buscar mais provas que levem aos autores do triplo homicídio. O crime ocorreu por volta das 4h30 de sábado (17) no Beco do Júlio, no Morro da Caixa, com distância de 300 metros da quitinete. Os corpos de Luiz Felipe Alves Feitosa, 24, e de João Vitor Oliveira Padoin, 20,  foram liberados às famílias nesta segunda-feira (19).

Feitosa é natural de Araputanga, no Mato Grosso e João Vitor, nascido em Diamante do Norte, Paraná. Eles moravam em um pequeno apartamento no outro lado da avenida Governador Ivo Silveira, que divide o Morro da Caixa com a favela Ilha Continente. A terceira vítima ainda não foi identificada oficialmente. Ela permanece na geladeira do Instituto Médico Legal. 

Um funcionário do IML comentou que o terceiro poderia ser Rogério da Silva Nogueira. Mas como nenhum parente reclamou o corpo, a polícia não confirma se os documentos pessoais são verdadeiros. A identificação será feita por meio de DNA. Os três moravam ali há cerca de três meses. “Dois deles trabalhavam na construção civil e um em restaurante”, comentou o delegado da Homicídios, Ênio de Oliveira Mattos. Para o delegado, as mortes não têm conotação de guerra de facção pelo domínio do tráfico de drogas.

Os criminosos mandaram os três saírem com as mãos na cabeça e atravessar a Avenida Governador Ivo Silveira em direção ao Morro da Caixa para serem executados com mais de quarentas tiros no Beco do Júlio.  Moradores do morro, acostumados aos tiroteios envolvendo facções rivais, revelaram que naquela madrugada ocorreram intensas sequências de rajadas.

Uma das possibilidades levantada pela polícia seria de que os três poderiam ser simpatizantes da facção paulista 'Primeiro Comando da Capital' e teriam sido mortos pela facção rival 'Primeiro Grupo Catarinense 'por aparecer em fotografias com integrantes do PCC.  “Já ocorreu situação semelhante no Norte da Ilha, quando uma garota foi assassinada pelo simples fato de tirar fotos com integrantes rivais”, lembrou o diretor de Polícia Metropolitana da Grande Florianópolis, delegado Verdi  Furlanetto.

 

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