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Quinta-Feira, 15 de Novembro de 2018
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Polícia apura novas ameaças de ataques em Santa Catarina

Gravação sugere que governo não cumpriu suposto acordo firmado com presos

Redação ND
Florianópolis
Débora Klempous/ND
Leandro Lima diretor Deap
Leandro Lima nega qualquer acerto com lideranças dos presos para conter ataques em novembro

 

A Polícia Civil investiga a procedência de uma gravação entregue numa delegacia e na Prefeitura de Florianópolis. O áudio faz crer que a nova onda de atentados seria uma resposta a situações de agressões a presos. A locução do CD é de um homem que denúncia violência nos presídios de São Pedro de Alcântara, na Penitenciária Sul de Criciúma e no Presídio de Canhaduba, em Itajaí. Em determinado momento, a voz, que se acredita ser de um preso, afirma que foi tentado um acordo para melhorar tais situações, mas sem sucesso. Por fim, o conteúdo do CD distribuído soa como um recado à população que ainda busca respostas para os seguidos atentados: Os ataques seriam resposta a não aceitação dos pedidos feitos pelos presos ao Estado. O suposto acordo seria para o governo coibir os excessos nos presídios.

O diretor do Deap, Leandro Lima, negou qualquer acordo com os detentos. Ele admitiu erros na operação realizada no Presídio Regional de Joinville, no dia 18 de janeiro, onde presos foram mandados para o paredão, nus, enquanto eram castigados com balas de borracha, spray de pimenta e bombas de efeito moral. O caso das agressões em Joinville está sendo acompanhado pela corregedoria da SJC (Secretaria de Justiça e Cidadania), ao qual o Deap é subordinado.

Leandro ressaltou que a Corregedoria de Justiça e Cidadania afastou o agente que comandou a operação, mas nomes não foram revelados. A Comissão de Direitos Humanos da OAB em Joinville e o Conselho Carcerário prometem levar o caso ao Ministério da Justiça, Secretaria Nacional de Direitos Humanos e ao Depen (Departamento Penitenciário Nacional), cobrando independência nas investigações.

Na opinião do Leandro, os ataques podem ser interpretados por uma soma de fatores: Prisão da advogada que teria envolvimento na morte da agente prisional Deise Alves, apreensões de drogas, prisões de traficantes e outras operações policiais contra o crime organizado. Ele nega que as ordens partiram de São Pedro de Alcântara. Na opinião dele, o sistema carcerário cumpre o papel de ressocializar presos.

RIC Mais

Confira a gravação na reportagem do Jornal do Meio-Dia

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