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Polícia analisa áudio incitando ataque em unidades prisionais de Santa Catarina

A mensagem que chegou para a polícia é um “Salve Leal” endereçado aos colaboradores de rua em que a morte de um faccionado por "covardia" deve ser vingada

Colombo de Souza
Florianópolis
30/07/2018 às 21H14

O Departamento de Administração Penal e a Polícia Civil investigam a procedência do áudio interceptado pelas forças estaduais incitando os ataques em três penitenciárias de Santa Catarina na madrugada e noite de domingo (29). Os atentados ocorreram na Penitenciária Industrial de Blumenau, no Complexo Prisional da Capital e na unidade de São Pedro de Alcântara.

A mensagem que chegou para a polícia é um “Salve Leal” endereçado aos colaboradores de rua em que a morte de um faccionado por "covardia" deve ser vingada, independente de autorização ou ordem dos escalões superiores da facção. No salve, os presos ainda conclamam seus parentes para realizarem manifestações em frente a unidades prisionais e fóruns, visando demonstrar inconformismo com a política prisional.

O secretário da Justiça e Cidadania, Leandro Lima, disse que a pasta não recebeu nenhuma reivindicação de presos. “A situação está normal no sistema carcerário, mas vamos analisar estes áudios e realizar operações de rotina dentro das unidades”. Em decorrência destas ações, comandantes de batalhões da Polícia Militar alertam a tropa para cuidado redobrado com a segurança pessoal e das instalações da PM.

O primeiro ataque ocorreu por volta das 4h da manhã em São Pedro de Alcântara. Três homens lançaram para dentro da penitenciária flechas com celulares, chips de celular, recados e drogas. Um jovem de 18 anos foi preso e outro suspeito morreu em confronto com o Batalhão de Operações Policiais Especiais.

Os objetos lançados para os  presos foram apreendidos e encaminhados à Polícia Civil - Divulgação/ND
Os objetos lançados para os presos foram apreendidos e encaminhados à Polícia Civil - Divulgação/ND

O segundo ataque foi às 5h30 na Penitenciária Industrial de Blumenau. Segundo relatos de um agente penitenciário à PM, três homens atiraram contra uma das torres do presídio. Eles também arremessaram para dentro da unidade fumo de corda, celulares, carregadores, chips e serras. Após a ação, os suspeitos fugiram para um matagal e não foram mais localizados.

Já em Florianópolis, o ataque aconteceu às 21h30. Ocupantes de um veículo vermelho que seguia sentido bairro/Centro efetuaram disparos de arma de fogo nos portões do Complexo Prisional da Agronômica.

Na opinião do secretário de Justiça e Cidadania, os disparos são considerados atentados criminosos, já os arremessos são coincidência. “Depois que passamos a abater drones sobrevoando as unidades prisionais e colocamos scanners corporais para impedir a entrada de drogas, os suspeitos passaram a usar arco e flecha para arremessar objetos para os detentos”. Segundo Leandro, somente este ano foram abatidos três drones. Dois sobrevoando a penitenciária de São Pedro de Alcântara e um a Penitenciária Industrial de Blumenau.

 

Arremessos no primeiro semestre deste ano

Penitenciária de São Pedro de Alcântara – 4
Penitenciária de Florianópolis – 3
Penitenciária Industrial de Blumenau – 3
Presídio Regional de Blumenau – 1
Penitenciária Industrial de Chapecó – 2
Penitenciária Agrícola de Chapecó – 2
Presídio Regional de Itajaí – 1
Total - 16

Arremesso em 2017


Penitenciária de São Pedro de Alcântara – 4
Presídio Regional de Itajaí – 2
Penitenciária de Itajaí – 1
Penitenciária Industrial de Blumenau – 5
Penitenciária Industrial de Chapecó – 8
Penitenciária Agrícola de Chapecó – 4
Total – 24

Ocorrências com drones em 2018


Penitenciária de São Pedro de Alcântara - 3
Presídio Regional de Joinville - 1
Penitenciária Agrícola de Chapecó – 1
Presídio Masculino de Lages – 1
Penitenciária Industrial de Blumenau – 1
Total - 7

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