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Mulher morta em Palhoça estava grávida de 37 semanas; polícia ainda não tem suspeitos

Além de Alexandra, que estava grávida, a polícia ainda investiga a morte de outra mulher, em São José

Colombo de Souza
Florianópolis
18/08/2017 às 08H50

A Polícia Civil busca pistas dos suspeitos e dos motivos das mortes de duas mulheres na Grande Florianópolis. Os corpos foram encontradas abandonados nesta quinta-feira (17) nas cidades vizinhas de Palhoça e São José. Ambas eram prostitutas e tinham passagens pela polícia por envolvimento com o tráfico de drogas.  Os dois casos não estão relacionados.

Mulher seminua é encontrada morta na manhã desta quinta-feira em Palhoça

Alexandra Ramos, de 36 anos, natural de Lages, foi localizada próxima a BR-282, entre os bairros Alto do Aririú e Jaqueira, em Palhoça. Conforme peritos do Instituto Médico Legal, Alexandra estava grávida de 37 semanas. O bebê não sobreviveu. “Na região do pescoço havia marcas de golpes de faca”, informou o IGP (Instituto Geral de Perícia).

Mulher é encontrada morta em São José; laudo acusa estrangulamento

Peças de roupas foram encontradas próximo da vítima em Palhoça - Reprodução/ RIC TV
Peças de roupas foram encontradas próximo da vítima em Palhoça - Reprodução/ RIC TV


A vítima foi identificada somente no início da tarde. Ela era mãe de oito filhos, comentou um policial. Como não foi apurado a tipificação do crime (feminicídio ou homicídio) a investigação está sendo realizada pela Divisão de Investigação Criminal de Palhoça. O feminicídio é uma qualificadora para o crime de homicídio praticado, tipificado quando ocorre contra mulheres por razões de gênero.

“Se no decorrer da apuração for constatado feminicídio, o caso será transferido para nós", comentou a delegada da Dpcami  (Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso) de Palhoça, Eliane Chaves. 

Conforme policiais militares, os primeiros a chegarem ao local, o corpo estava em uma trilha ao lado do Almoxarifado Central da Secretaria de Saúde de Palhoça."Ela usava apenas sutiã, camisa e jaqueta”, observou um PM.  Pelos vestígios, o soldado acredita que a mulher sofreu violência sexual. 

Já o segundo corpo, o de Hilora Mayra de Souza, 26, resgatado nos fundos do Centro Educacional Morar Bem, em São José, estava em adiantado estado de composição. O IGP afirmou que ela foi morta por estrangulamento.

O delegado Manoel Galeno, da Divisão de Investigação Criminal de São José, disse que Hilora era usuária de crack. O pai da vítima, um policial militar da reserva remunerada, confirmou o envolvimento da filha com o tráfico de drogas e acrescentou que ela estava desaparecida há alguns dias.

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