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Polêmica de livro considerado obsceno chega à Câmara de Vereadores de Florianópolis

Vereador cobra da Educação que uso de obra de autor catarinense não se repita em outras escolas

Fabio Gadotti
Florianópolis
18/04/2018 às 12H33

A polêmica envolven­do a utilização de uma obra do escritor Carlos Henrique Schroeder na rede municipal de ensino de Florianópolis chegou nesta terça-feira (17) à Câmara de Vereadores. Em pronuncia­mento da tribuna, o vereador Miltinho Barcellos (DEM) pe­diu que a Secretaria da Edu­cação tome providências em relação ao caso específico da Escola Albertina Madalena Dias, na Vargem Grande, e para impedir a repetição em outras unidades. “Não é tema para o ensino fundamental”, afirmou o vereador, que re­produziu no telão os trechos menos picantes que foram le­vados à turma.

O assunto veio à tona por intermédio dos pais de uma estudante do nono ano, que protestam contra a escolha do livro “As Fantasias Eleti­vas” durante uma aula de in­terpretação de texto. Alguns trechos, segundo eles, apre­sentam conotação sexual e termos chulos, considerados inadequados para a faixa etária. Na segunda-feira à noite, eles procuraram o Con­selho Tutelar, que teve acesso aos textos e ficou de chamar o professor para prestar es­clarecimentos.

“É uma obra de ficção, que tem como único compro­misso a sustentação de suas personagens, e usa a lingua­gem adequada a realidade desses personagens. Não te­nho como me posicionar so­bre sua utilização pedagógica neste caso, pois não sei a ma­neira e o trecho que foi utili­zado”, afirmou ontem Schro­eder, autor da obra que faz parte da leitura obrigatória para os vestibulares da UFSC e da Udesc. Em posiciona­mento na segunda-feira (16), a secretaria informou que a obra não será mais utilizada em sala de aula e que a inten­ção do professor foi estimu­lar o debate sobre temas que o escritor catarinense propõe para reflexão, como “solidão e criação literária”.

O diretor da escola, Clau­dir Didomênico, informou ain­da que “em nenhum momento em sala de aula o professor discutiu com os estudantes determinadas palavras obsce­nas que fazem parte do con­texto da história do livro”. Se­gundo o diretor, “esse não era o foco do trabalho”.

Capa do livro
Capa do livro "As Fantasias Eletivas", de Carlos Henrique Schroeder - reprodução, ND



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