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Plano B para novo acesso ao aeroporto de Florianópolis depende de regeneração de banhado

Mudança de traçado não pagaria desapropriações por evitar passar por loteamento que é alvo de ação judicial

Fábio Bispo
Florianópolis
10/12/2017 às 21H49

O presidente da Fatma (Fundação do Meio Ambiente), Alexandre Waltrick, espera fechar questão sobre o acesso ao Aeroporto Hercílio Luz, no Sul da Ilha de Santa Catarina. Com praticamente todos os lotes da obra concluídos, um único trecho, o chamado Lote 01B, continua impedindo a continuidade das obras. 

O trabalho  começou em agosto de 2015 e deveriam ficar prontas este ano. Se em 2018 o acesso não for concluído o Estado perderá os prazos do financiamento feito pelo BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) e Banco do Brasil. Waltrick iria à Brasília na última sexta-feira (8) para tratar do assunto, mas com o voo das 7h45 cancelado acabou fazendo a reunião por meio de conferência.

Para acelerar a obra, o Estado quer manter a alteração do traçado original e impedir que a via passe por cima de um loteamento — cuja a legalidade é questionada pela Justiça Federal — que custariam R$ 100 milhões em indenizações. “Nesse traçado a Fatma já pode conceder a licença, mas aguardamos anuência do ICMBio, na próxima semana eles devem se manifestar”, informou Waltrick.

Com a nova proposta, o pleito é de que a área remanescente entre o novo traçado e a área degradada do loteamento questionado pela Justiça tenha sua regeneração natural do ecossistema banhado como forma, inclusive, de evitar inundações na área urbanizada.

“Na pior das hipóteses o Estado pode desapropriar. Mas como não somos partes nesse processo não temos o que nos manifestar. O que esperamos é que até a próxima semana o ICMBio se manifeste e a situação se resolva”, emendou Waltrick..

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