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Piso do salário mínimo regional deve ter reajuste de 6,76% em Santa Catarina

Projeto será encaminhado por Raimundo Colombo para a Alesc em regime de urgência, e a proposta é de que seja aprovado sem emendas, em virtude do consenso de trabalhadores e empregadores

Michael Gonçalves
Florianópolis
17/03/2017 às 17H33
Alvará condicionado libera o funcionamento dos comércios até a emissão do documento definitivo - Marco Santiago/Arquivo/ND
Novos valores do piso estadual variam entre R$ 1.078 e R$ 1.235 para as quatro faixas salariais - Marco Santiago/Arquivo/ND


Trabalhadores e empregadores de Santa Catarina decidiram pelo reajuste de 6,76% do piso das quatro faixas do salário mínimo regional em 2017. O projeto será encaminhado pelo governador Raimundo Colombo (PSD) em regime de urgência para a Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina), e a proposta é de que seja aprovado sem emendas, em virtude do consenso entre as partes. O governador recebeu do presidente da Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina), Glauco José Côrte, e do diretor da Fecesc (Federação dos Trabalhadores no Comércio no Estado de Santa Catarina), Ivo Castanheira, o termo de acordo do reajuste.

As novos valores do piso estadual variam entre R$ 1.078 e R$ 1.235 para as quatro faixas salariais. “Pelo sétimo ano seguido, neste mesmo ambiente de colaboração, construímos esse entendimento, apesar de interesses conflitantes. Transmitimos para a sociedade harmonia, bom senso e espírito público. Enquanto o desemprego no Brasil superou 13%, nos estamos com 6% e caindo. O mês de fevereiro foi surpreendente e anima a todos nós, porque fomos o último Estado a entrar na crise e seremos o primeiro a sair”, afirmou o governador.

Conforme dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego, Santa Catarina teve o segundo maior saldo de empregos no Brasil com o registro de 14.858 novas vagas em fevereiro. O Estado ficou atrás somente de São Paulo, com 38 mil carteiras de trabalho assinadas. O saldo positivo no país foi de 35.612 novas vagas formais.

Ivo Castanheira, diretor da Fecesc, afirmou que a negociação foi bem difícil. “Não alcançamos a nossa expectativa, mas consideramos que é um processo de negociação coletiva mais importante em Santa Catarina e no Brasil pelo respeito entre as partes. Precisamos preservar esse tipo de processo entre o capital e o trabalho pelo entendimento, mas o reajuste foi abaixo do esperado”, avaliou.

O presidente da Fiesc comemorou o acordo. “Santa Catarina é o único Estado que as partes negociam entre si. Foi duro, longo e difícil, mas os trabalhadores tiveram um pequeno ganho acima da inflação e do reajuste do salário mínimo”, destacou.

 

Faixas que integram o mínimo regional em SC

Primeira faixa

Piso passará de R$ 1.009 para R$ 1.078

Trabalhadores: na agricultura e na pecuária; nas indústrias extrativas e beneficiamento; em empresas de pesca e aquicultura; empregados domésticos; em turismo e hospitalidade;  nas indústrias da construção civil; nas indústrias de instrumentos musicais e brinquedos; em estabelecimentos hípicos; e empregados motociclistas, motoboys, e do transporte em geral, excetuando-se os motoristas.

Segunda faixa

Piso passará de R$ 1.048 para R$ 1.119

Trabalhadores: nas indústrias do vestuário e calçado; de fiação e tecelagem; de artefatos de couro; do papel, papelão e cortiça; em empresas distribuidoras e vendedoras de jornais e revistas e empregados em bancas, vendedores ambulantes de jornais e revistas; empregados da administração das empresas proprietárias de jornais e revistas; empregados em empresas de comunicações e telemarketing; e nas indústrias do mobiliário.

Terceira faixa

Piso passará de R$ 1.104 para R$ 1.179

Trabalhadores: nas indústrias químicas e farmacêuticas; cinematográficas; da alimentação; empregados no comércio em geral; e empregados de agentes autônomos do comércio.

Quarta faixa

Piso passará de R$ 1.158 para R$ 1.235

Trabalhadores: nas indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico; nas indústrias gráficas; nas indústrias de vidros, cristais, espelhos, cerâmica de louça e porcelana; nas indústrias de artefatos de borracha; em empresas de seguros privados e capitalização e de agentes autônomos de seguros privados e de crédito; em edifícios e condomínios residenciais, comerciais e similares, em turismo e hospitalidade; nas indústrias de joalheria e lapidação de pedras preciosas; auxiliares em administração escolar (empregados de estabelecimentos de ensino); empregados em estabelecimento de cultura; empregados em processamento de dados; empregados motoristas do transporte em geral; e empregados em estabelecimentos de serviços de saúde.

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