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Pinguins são reabilitados no Rio Vermelho para voltarem ao mar, em Florianópolis

Todos os anos as aves se perdem dos grupos e chegam fracas e doentes às praias catarinenses

Dariele Gomes
Florianópolis
20/07/2017 às 22H36

O Cetas (Centro de Tratamento de Animais Silvestres), no Parque Estadual do Rio Vermelho, no Norte da Ilha, está reabilitando um grupo de 18 pinguins encontrados em praias catarinenses nos últimos dias para depois serem devolvidos ao mar. O último deles chegou na terça-feira, trazido de Laguna. As aves estão no parque há cerca de dois meses e ficarão por mais 15 dias, quando deverá ser feita a soltura, na praia do Moçambique. “Eles precisam atingir o peso médio de 3,5 quilos e estarem saudáveis, sem doenças, para serem reinseridos no seu habitat”, diz o biólogo Daniel de Araújo Costa, responsável pelo parque.

Os pinguins que deverão ser soltos dentro de 15 dias recebem um chip de identificação, contendo suas informações - Marco Santiago/ND
Os pinguins que deverão ser soltos dentro de 15 dias recebem um chip de identificação, contendo suas informações - Marco Santiago/ND


Os motivos de os animais virem para o litoral catarinense podem estar relacionados a causas naturais ou artificiais. “A maioria é animal juvenil, e pela falta de experiência acaba se perdendo dos grupos em alto mar e vindo pra cá. Outros acabam se machucando ou estão com óleo na pelagem, o que dificulta para que possam nadar”, explica.

Os pinguins-de-magalhães são originários da Argentina e, segundo o biólogo, algumas pessoas quando os encontram nas praias querem brincar com eles, mas o trabalho de reabilitação e reinserção ao habitat é muito importante. “Por mais que sejam bonitinhos, as pessoas têm que ter consciência de que lugar de animal silvestre é na natureza. Precisamos preservar a espécie e devolvê-los à natureza”, destaca. O trabalho de reabilitação é feito pela Fatma (Fundação Estadual do Meio Ambiente) em parceria com a ONG R3 Animal e Polícia Militar Ambiental.

Quarentena: exames clínicos e alimentação regrada

Conforme a médica veterinária Samira Costa da Silva, responsável pela reabilitação das aves, há pinguins que estão no local há seis meses. Ela explica que quando os pinguins chegam ao Cetas passam por um ambiente chamado quarentena, onde ficam isolados até que os exames clínicos e parasitológicos possam apontar como está a saúde. Nesse período são vermifugados e alimentados com papa de peixe. “A maioria precisa de peso, então se inicia o processo de engorda. Depois das papas, eles começam a receber em torno de 800 gramas de peixe, divididos em duas refeições, manhã e tarde”, explica.

A veterinária conta que em um ambiente cercado por uma tela fina, que serve de proteção contra os mosquitos, os pinguins têm água à vontade, cascalhos grandes na superfície, que segundo ela dão equilíbrio para caminharem, uma piscina e ventilador para afastar os mosquitos. Os pinguins que deverão ser soltos dentro de 15 dias recebem um chip de identificação, contendo suas informações. A soltura ocorre em grupo, já que são sociáveis e dessa forma conseguem se reintegrar bem à vida marinha.

O que fazer ao encontrar um pinguim

Os profissionais do Parque do Rio Vermelho orientam que o animal deve ser aquecido e não colocá-lo em lugares frios

Ao chegar às praias catarinenses, eles estão doentes, magros e sem a camada de gordura natural que os fazem suportar baixas temperaturas

Com auxílio de uma toalha, os animais devem ser colocados dentro de uma caixa de papelão e não devem ser alimentados nem devolvidos ao mar

Em seguida, a Polícia Militar Ambiental deve ser acionada pelo telefone (48) 3665-4487 para que os pinguins sejam encaminhados ao Cetas.

Se as aves estiverem nadando em grupo, não há necessidade de resgate

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