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Pinguins debilitados passam por reabilitação em Florianópolis

Após percorrerem mais de 3 mil km, as aves chegaram ao Litoral de Santa Catarina e se preparam para ter as condições ideais para encarar o mar aberto novamente

Redação ND
Florianópolis
01/08/2018 às 20H45

Enquanto a morte de pinguins nas praias do Litoral de Santa Catarina, no mês passado, continua sendo investigada, 24 animais da espécie foram recolhidos nas praias da Capital e passam por uma reabilitação. Debilitados, os animais estão no CePram (Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos) e se preparam para ter as condições ideais para encarar o mar aberto novamente.

Pinguins em reabilitação na associação R3 Animal - Nilson Coelho/Divulgação/ND
Pinguins em reabilitação na associação R3 Animal - Nilson Coelho/Divulgação/ND


Estes pinguins fazem um percurso de mais de 3 mil km, de colônias na Patagônia, na Argentina, ao Sul do Brasil, em busca de alimento. Os mais jovens são os que mais sentem a viagem e costumam perder peso. É aí que entra o trabalho de reabilitação realizado em Florianópolis. São 18 aves, resgatadas em pontos diferentes do litoral, que já passaram por exames de laboratório, receberam remédios antibióticos e antiparasitários.

"Eles chegam bem abaixo do peso, e o parâmetro para a soltura é de 3 kg", explica a bióloga Cristiane Kolesnikovas, da R3 Animal. "Agora eles estão recuperando o peso e treinando o nado na piscina, para que possam ser soltos", conta. Com regime à base de sardinha, cada pinguim come 600 g de peixe por dia.

Quatro vezes por dia, os animais são submetidos à retirada do recinto, para que aproveitem a piscina por 15 minutos. O momento é importante para a recuperação da musculatura e da impermeabilização. Os pinguins que estão no local, tratados há 20 dias, ainda devem permanecer lá por mais duas semanas.

Outros seis pinguins estão isolados em internação - eles já passaram pelo período de estabilização e estão recuperando peso e com a temperatura estável. A expectativa é que eles se juntem logo ao grupo que já aproveita o sol e a água gelada. O ideal é que todos sejam soltos juntos, para aumentar a chance de sobrevivência na viagem de volta.

Enquanto isso, nas praias, a mobilização é para evitar novas mortandades. O IMA (Instituto do Meio Ambiente), segundo o seu gerente de áreas naturais protegidas, Gilberto Morsch, tem atuado para buscar redes de pesca proibidas. Esta é a possível causa da morte de mais de 100 pinguins. "Por determinação do próprio instituto, todas as nossas equipes do Estado estão fiscalizando, para ver se a gente encontra alguma coisa e sane esse problema", afirma. "É difícil, a nossa costa é muito grande, mas com o apoio de todos os técnicos da área a gente deve minimizar os efeitos".

Com informações da RICTV Record SC.

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