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Quarta-Feira, 19 de Setembro de 2018
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Pimenta Neves chega à penitenciária onde vai cumprir pena

Jornalista que assassinou Sandra Gomide se entregou na noite desta terça-feira

Redação ND
Florianópolis
R7/ND
Pimenta Neves deixa a carceragem do 2º Distrito, em São Paulo

O jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves chegou à penitenciária de Tremembé, a 147 km de São Paulo, por volta das 15h20 desta quarta-feira (25). Oficialmente, a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) diz que não pode divulgar informações sobre a cela onde o jornalista ficará detido até que ele dê entrada na unidade prisional.

Ele havia deixado a carceragem  do 2º Distrito Policial (Bom Retiro), no centro de São Paulo.

Pimenta Neves se entregou às autoridades na noite de terça-feira (24), e, então, foi levado para o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), na região central, por volta das 20h30, e movido para o 2º Distrito Policial, no Bom Retiro, no fim da noite, onde, segundo policiais, passou a madrugada inteira acordado.

Nesta manhã, uma advogada do jornalista esteve no local para conversar com ele. Ela também levou café da manhã ao condenado, que já havia se recusado a comer mais cedo.

Prisão imediata

Na tarde de terça-feira (24), a 2ª turma do STF determinou a prisão imediata do jornalista, condenado pela morte da também jornalista Sandra Gomide. A decisão foi unânime entre os cinco ministros que apreciaram a questão, segundo nota do Supremo.

Segundo o delegado Milanese, da Divisão de Captura, o mandado de prisão de Pimenta Neves foi expedido pelo juiz de Ibiúna, responsável pelo caso, só no final desta noite. Por causa disso, a polícia tinha ido até a casa do jornalista apenas para vigiá-lo, e não podia invadir o local. Os policiais apertaram a campainha e foi iniciativa de Pimenta Neves abrir a porta e os receber.

Relembre o caso

Sandra foi morta no dia 20 de agosto de 2000, no Haras Setti, em Ibiúna, cidade a 64 km de São Paulo. Na época, Pimenta Neves era diretor de redação do jornal O Estado de S. Paulo. Sandra também trabalhava no jornal, como repórter e editora do caderno de Economia. Ela foi demitida um mês antes do crime.

Eles namoraram por quatro anos, mas ela terminou o relacionamento semanas antes do assassinato.

Réu confesso do assassinato, Neves foi condenado a passar 19,2 anos na cadeia, mas teve a pena reduzida para 15 anos pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). No entanto, ele cumpriu apenas sete meses de prisão e, em 2007, ficou novamente livre devido a uma outra decisão do STJ.

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