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PF vai apurar irregularidade em entrevistas do "lenhador da Federal"

Lucas Valença, que ficou conhecido ao prender o ex-deputado Eduardo Cunha, pode ter cometido irregularidade ao falar com veículos de comunicação sem autorização da Polícia Federal

Folha de São Paulo
São Paulo
25/10/2016 às 11H56

BELA MEGALE, CAMILA MATTOSO E DANIELA LIMA

BRASÍLIA, DF, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal vai apurar se o agente Lucas Valença, que ganhou fama como "lenhador da Federal" ao prender o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na quarta (19) e escoltá-lo de Brasília a Curitiba, cometeu irregularidade administrativa ao conceder entrevistas a veículos de comunicação.

Lucas Valença postou uma foto com o apresentador Fábio Porchat - Divulgação/Instagram/ND
Lucas Valença postou uma foto com o apresentador Fábio Porchat - Divulgação/Instagram/ND



Segundo pessoas ligadas à PF, será instaurado um processo disciplinar contra o agente, que teria concedido entrevistas a programas de televisão sem a permissão da instituição. Em entrevista ao TV Folha nesta segunda (24), Valença limitou-se a dizer falou apenas de si nos programas em que foi. "Estou falando sobre a minha vida pessoal, mas em relação a isso [abertura de um processo disciplinar] não vou comentar".

Pessoas próximas à entidade relataram à reportagem que a PF chegou a negar autorização para que Valença participasse do programa "Encontro", da apresentadora Fátima Bernardes, exibido nesta segunda (24) na TV Globo.

AGENDA DE CELEBRIDADE

Além de comparecer ao "Encontro", o policial também gravou participação no programa do humorista Fábio Porchat, da Rede Record. Em todos programas ele estava acompanhado do assessor de imprensa. Sobre a decisão de dar entrevistas, Valença disse que o que motivou foi o grande número de pessoas que passou a procurá-lo em redes sociais. "Tinha muita gente querendo conversar comigo, querendo saber um pouco mais. Aí decidi falar de mim", disse.

A postura do agente é diferente daquela que adotou quando apareceu ao lado de Cunha. "Quando aconteceu a parada, muita gente seguindo, falando, fiquei muito surpreso. Não estava esperando, estava mais quieto, pedi para meus amigos e familiares não passar meu telefone". O agente disse que no momento em que ligou o telefone, após o término da prisão, acreditou que o aparelho estava com problema devido ao grande número de mensagens que recebeu. Ele também não descartou a possibilidade de deixar a PF para seguir carreira artística e disse que vai usar as férias para avaliar o que fará. Valença, porém, não quis responder questões ligadas à prisão do ex-deputado, limitando-se a dizer que foi "simplesmente escalado".

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