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PF pede para prorrogar inquérito que investiga Temer no caso dos portos

Investigação foi aberta em setembro de 2017 para apurar se Temer recebeu vantagem indevida de empresas beneficiadas pelo decreto dos portos

Folha de São Paulo
Brasília (DF)
28/06/2018 às 17H27

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) mais 60 dias para concluir as investigações no inquérito que apura se o presidente Michel Temer favoreceu empresas do setor portuário ao promulgar o decreto dos portos, em maio de 2017.

O prazo de investigação termina, em tese, na primeira semana de julho.

A investigação foi aberta em setembro de 2017 para apurar se Temer recebeu vantagem indevida de empresas beneficiadas pela medida.

No entanto, a PF ainda não conseguiu concluir a análise do material e já havia prorrogado o inquérito anteriormente. O relator do caso no Supremo é o ministro Luís Roberto Barroso.

No âmbito do inquérito está uma reforma feita na casa de Maristela Temer, filha do presidente. A obra levantou a suspeita de que o presidente tenha lavado dinheiro de propina com reformas em imóveis de familiares e em transações imobiliárias em nomes de terceiros, na tentativa de ocultar bens. Temer nega as suspeitas.

Fornecedores relataram à PF a prática de pagamentos em espécie a pedido da arquiteta Maria Rita Fratezi, mulher do coronel João Baptista Lima Filho, amigo do presidente e suspeito de ser intermediário de propinas para o emedebista.

Para investigadores, a origem do dinheiro das obras são a JBS e uma empresa contratada pela Engevix. Executivos da JBS afirmaram em delação que repassaram R$ 1 milhão a Temer, com intermediação do coronel, em setembro de 2014.

A Folha de S.Paulo revelou recentemente que documentos em poder da PF comprovam o uso de dinheiro vivo na reforma.

Depoimento de um fornecedor liga um depósito de R$ 56.500,00 em espécie a um contrato assinado por Maristela. E um extrato bancário mostra que esse depósito de fato ocorreu conforme o contrato acordado.

Os papéis foram entregues à PF por Antonio Carlos Pinto Júnior, que prestou depoimento no dia 29 de maio. Sua empresa, Qualifac, Fac Comércio de Acabamentos Ltda, foi um dos fornecedores da obra de Maristela.

Temer ressaltou que, nos últimos dois anos, a empresa estatal se recuperou de uma
Temer promulgou decreto dos portos em maio de 2017 - Marcelo Camargo/Ag Brasil



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