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PF combate esquema bilionário de lavagem de dinheiro na contratação de DJs em SC

Operação realizada nesta quinta-feira visa o cumprimento de 16 mandados judiciais em Itajaí, Balneário Camboriú e Blumenau

Redação ND
Florianópolis
28/06/2018 às 10H52

A Polícia Federal realiza nesta quinta-feira (28) a Operação Line Up, que tem o objetivo de investigar um esquema de lavagem de dinheiro na contratação de DJs internacionais em festas de música eletrônica em Santa Catarina.

Cerca de 60 policiais federais cumprem nesta quinta 14 mandados de busca e apreensão, sendo cinco em São Paulo e outros nove entre as cidades de Itajaí, Balneário Camboriú e Blumenau. Também são cumpridos dois mandados de prisão preventiva em desfavor dos diretores de uma casa de câmbio. Os mandados judiciais foram expedidos pela 1ª Vara Federal de Florianópolis.

Segundo a PF, a investigação teve início em 2013 durante a apuração de uma possível evasão de divisas realizada através de pagamentos a DJs de renome internacional que vinham atuar em Santa Catarina, com contratos subfaturados.

A polícia apurou que uma corretora de câmbio, que fazia parte do mesmo grupo econômico da empresa de eventos, apresentava indícios de gestão fraudulenta. Conforme a PF, foram realizadas 155 operações de câmbio com utilização dos nomes de 111 pessoas que já estavam mortas, além de pagamentos de terceiros no exterior que não eram os reais exportadores das mercadorias, inclusive mediante contratações feitas por empresas investigadas na Operação Lava Jato e ligadas a doleiro já condenado.

As atividades ilegais foram identificadas e registradas pelo COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) em sete relatórios, apontando um total de mais de R$ 2 bilhões em movimentações atípicas.

A polícia também percebeu indícios de que representantes da corretora de câmbio tentaram obstruir as investigações mediante contato com um servidor público, a fim de serem instruídos sobre como reaver os valores apreendidos na investigação.

Os investigados não tiveram os nomes revelados, mas deverão responder pelos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, fraude contábil, fraude cambial, lavagem de dinheiro, formação de organização criminosa e obstrução de investigação contra o crime organizado.

O nome da operação é uma expressão em inglês que pode significar “quando alguém é colocado na fila” – da investigação no caso -, ou para dizer que um evento – shows com DJs – foi programado, ou mesmo designar a mesa de som usada pelos artistas de “baladas” eletrônicas.

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