Publicidade
Quarta-Feira, 19 de Setembro de 2018
Descrição do tempo
  • 27º C
  • 17º C

Petrobras simula desastre ambiental no mar para treinar equipes, em Bombinhas

Vazamento fictício serve para preparar técnicos da estatal a agirem em situações de defesa ambiental

Everton Palaoro
Bombinhas
07/08/2018 às 09H37

A Petrobras realiza treinamento para aperfeiçoar as medidas de ação em caso de desastre ambiental em alto mar. São pelo menos 250 técnicos envolvidos na capacitação, que segue até esta quarta-feira (8) em Bombinhas. A cidade foi escolhida por ter uma série de limitações como ter apenas uma entrada, o que dificulta ainda mais a operação. Embora o simulado ocorra em Santa Catarina, as medidas de emergência podem ser aplicadas em qualquer praia do Brasil. Os exercícios são uma exigência para licenciamento da exploração dos campos do pré-sal.

Embarcações de pescadores locais são utilizadas nas manobras para colocar barreiras - SC Drones/ND
Embarcações de pescadores locais são utilizadas nas manobras para colocar barreiras - SC Drones/ND



As manobras realizadas no estado servem para estabelecer planos de contingência que incluam a preparação e atuação coordenadas em situações de emergência. Na simulação, as equipes envolvidas atuam para evitar que 450 mil metros cúbicos de óleo cheguem a costa, além de salvar pinguins, golfinhos e outras espécies atingidas pelo produto.

Hoje e amanhã será possível observar a instalação de tendas na faixa de areia, movimentação de veículos e pessoas, além de embarcações que participarão do treinamento. O simulado ocorre nas praias de Bombas, Mariscal e também na Ilha do Arvoredo.

A Petrobras informou que realiza exercícios simulados periodicamente com o objetivo de testar a EOR (Estrutura Organizacional de Resposta). As manobras serão acompanhada por técnicos do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), que podem exigir que a empresa simule situações não previstas no planejamento do simulado.

A estatal deslocou 108 técnicos em desastres e 140 funcionários administrativos para o simulado. O Centro de Comando foi montado nas pousadas Vila do Farol e Vila do Coral no Centro de Bombinhas. A operação movimentou a cidade desde o último domingo. Ontem, os profissionais realizaram algumas operações na praia de Bombas. O ponto alto do teste deve ocorrer amanhã, quando todas as embarcações e técnicos estarão envolvidas no simulado.

 

Comunidade tem prejuízo reduzido

Em caso de desastre ambiental real, a Petrobras desenvolve medidas para recuperação de animais como pinguins e golfinhos. Outra ação importante é amenizar os prejuízos nas comunidades envolvidas.

De acordo com Marcos Vinicius de Mello, Gerente de Meio Ambiente da UO-BS (Unidade de Negócios de Exploração e produção da Bacia de Santos), barcos de pesca, restaurantes, hoteis e pousadas são envolvidos nas operações. No simulado, pelo menos 16 barcos foram locados para auxiliar na colocação de barreiras.

Em uma situação verdadeira, a empresa pagaria o valor estimado a uma diária de trabalho do pescador. E toda a equipe envolvida se hospedaria na rede hoteleira da cidade e faria as refeições nos bares e restaurantes locais.

O gerente explica que nem todas as medidas estão definidas e que o aprendizado em Santa Catarina será adotado. Ele cita o caso da maricultura. “Vamos nos reunir com representantes dos produtores para saber como procederíamos no caso deles, por exemplo”, destacou Mello.

 

Acidente quase impossível de ocorrer

Na simulação, os técnicos envolvido atuam em medidas para amenizar os impactos do vazamento de 450 mil metros cúbicos de óleo.

O cenário é considerado de nível quatro. O navio de produção Cidade de Itaguaí afunda e há um vazamento gigantesco. “Hoje, temos uma distância de 200 quilômetros da costa. Para chegar nessa situação da simulação, teríamos que ficar quase 15 dias sem agir”, esclareceu o Marcos Vinicius de Mello.

Segundo o gerente, atualmente, a Petrobras está apta a agir em no máximo seis horas após um desastre ambiental.

Publicidade

2 Comentários

Publicidade
Publicidade