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Pescadores de Florianópolis e Palhoça capturam milhares de tainhas neste domingo

Dezenas de pessoas acompanharam a retirada de mais de 3.000 peixes do mar

Fábio Bispo
Florianópolis
14/05/2017 às 21H45

O vento sudoeste, com pequena variação de sul, que soprou quase imperceptível no fim de semana não falhou nas previsões dos mais experientes, como do vigia de pesca Amilton Manoel Raimundo de Souto, 47, da praia da Lagoinha, no Norte da Ilha, que estava na praia cedinho neste domingo (14) crente de que elas viriam. “Por volta das 9h30 nós vimos o cardume, era um cardume grande, cerca de 10 mil peixes, mas ele se dividiu em três e cercamos apenas parte dele”, contou Amilton à reportagem do ND.

Milhares de tainhas são capturadas na praia da Pinheira - Ivan Lucas/ Divulgação/ND
Milhares de tainhas são capturadas na praia da Pinheira - Ivan Lucas/ Divulgação/ND

O resultado, contabilizado já próximo do meio-dia, foi um lanço de 1.245 peixes. Por volta do mesmo horário, na praia da Pinheira, outro lanço este com 2.842, ocorreu na Pinheira, em Palhoça. Também foi registrada captura na Guarda do Embaú, 1.200 peixes, Pântano do Sul (200), e no Campeche (720), onde o pescado acabou apreendido por irregularidades no tipo de licença da embarcação.

O fim de semana registrou os primeiros grandes lanços do pescado na região desde o início da safra para a pesca de arrasto de praia, aberto desde o dia 1º de maio. E as previsões, segundo Amilton, o mais antigo vigia da praia da Lagoinha, são boas: “Amanhã estarei cedinho, lá pras 4h30, 5h, na praia porque a previsão é de mais tainha”, disparou animado.

>> Tainhas apreendidas por captura irregular no Campeche são encaminhadas para doação

Para Ivan Lucas, morador da Pinheira e dono de uma peixaria, o tempo favorável que trouxe o peixe para a costa é bom sinal para a safra, mas alerta que a partir da próxima semana, com a liberação da pesca embarcada, a captura ficará mais disputada.

“Esse primeiro foi bom, mas sabemos que para a safra ser boa ainda dependemos muito do vento sul. Nós sempre mantemos contato com os pescadores do Farol de Santa Marta para ir monitorando, e por lá ainda não pegaram nada”, avisa Ivan Lucas.

>> Confira a retirada da rede na praia da Pinheira

Quem puxa rede leva um peixe

Nesta época do ano, tainha na rede é sinal de gente na praia. Basta o vigia dar o sinal, seja com o rádio ou a tradicional bandeira branca, que a boa nova se espalha. O ritual remonta uma das mais antigas tradições da Ilha de Santa Catarina, e quem pode disputa um espaço na puxada de rede, que garante direito de pelo menos um exemplar do pescado.

“Aqui na Lagoinha, dos 1.245 peixes, 525 ficaram para a rede, 525 para dividir entre os 42 camaradas da pesca e os demais que ajudaram levaram cada um o seu peixe”, conta o pescador Amilton Manoel Raimundo de Souto. Segundo o pescador, mais de 150 pessoas apareceram na praia para ajudar na puxada de rede.

Já na Pinheira, Ivan Lucas adquiriu ali mesmo na beira da praia cerca de uma tonelada do pescado que será colocado à venda na peixaria. “Isso vai rapidinho, está todo mundo atrás de tainha por aqui e não tinha peixe”, afirmou.

Na praia da Lagoinha do Nortes os pescadores contabilizaram cerca de 1.300 peixes - Joyce Reinert/ND
Na praia da Lagoinha do Norte os pescadores contabilizaram cerca de 1.300 peixes - Joyce Reinert/ND



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