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Pescadores de Florianópolis comemoram boa safra de tainha em 2018

Temporada de pesca foi encerrada no fim de junho em Santa Catarina, após atingir cota de quase 1,2 mil toneladas

Andréa da Luz
Florianópolis
18/07/2018 às 22H49

A safra da tainha envolveu 133 embarcações e mais de 700 pessoas no Estado de Santa Catarina, segundo informações da Fepesc (Federação dos Pescadores do Estado de Santa Catarina). O conselheiro da federação, José Furtuoso Góes, afirmou que a aferição da produção total da pesca deve ser feita a partir desta quinta ou sexta-feira, quando representantes da federação percorrerão as praias onde a captura foi feita. 

Jucemar Manoel Teixeira, pescador aposentado da Barra da Lagoa - Marco Santiago/ND
Jucemar Manoel Teixeira, pescador aposentado da Barra da Lagoa - Marco Santiago/ND


Em Florianópolis, as últimas redes de emalhe anilhadas estão sendo lavadas e recolhidas nos barracões, à espera da safra de 2019. Enquanto isso, a comunidade de pescadores locais comemora uma boa safra, com bastante tainha como gostam os ilhéus.Na opinião de Osvair Aderbal dos Santos, que tem 34 anos de pesca na Barra da Lagoa, no Leste da Ilha, o estabelecimento de cotas separadas para a pesca industrial e a artesanal permitiu trabalhar no tempo certo. "No ano passado, a pesca começou muito tarde porque o governo demorou para liberar as licenças, mas este ano foi melhor. Começamos antes da pesca industrial e tinha tanto peixe que eles [barcos industriais] encerraram a pesca em cerca de oito dias", diz Osvair.

Já para o pescador aposentado Jucemar Manoel Teixeira, 77 anos, os pescadores estão organizados, mas a fiscalização ainda deixa a desejar. "Era para a pesca começar no início de maio e começou dia 20. Nessa data já tinha passado muito cardume por aqui, mas a pesca ainda não estava liberada", explica. "Deveria ter começado antes de os barcos grandes chegarem, aí teríamos pego muito mais peixes", avalia.

Jucemar foi pescador dos 12 aos 75 anos, e pioneiro na caça de malha e no uso da rede de emalhe anilhada na Barra da Lagoa, prática que foi se espalhando para outras comunidades da Ilha. Só parou por conta da saúde. Mas se emociona ao ver os barcos na água. "Até hoje quando acordo e escuto a movimentação do pessoal, me dá aquela ansiedade de sair para pescar. Venho aqui, vejo os barcos chegando e às vezes volto para casa chorando. A minha vida foi toda na pescaria", conta.

Enquanto tece a rede, Aderbal José dos Santos Filho, que lida com a pesca há 35 anos, explica que agora vem o tempo da anchova e da corvina. "A partir de amanhã [hoje] já saímos para pescar", afirma. Osvair lembra que a pesca artesanal trabalha de acordo com a safra. "Capturamos o que chega nas diferentes épocas do ano. Terminou a tainha, começa a anchova".

Pescadores de Florianópolis já se preparam para a safra da anchova e curvina - Marco Santiago/ND
Aderbal José dos Santos Filho prepara a rede para a safra da anchova e curvina - Marco Santiago/ND


A temporada da pesca artesanal de tainha de 2018 terminou em 28 de junho em Santa Catarina, quase um mês antes do previsto. A atividade foi encerrada pela portaria nº 80/2018 do governo federal, após atingir a cota de 1.190 toneladas para a pesca artesanal no Estado.

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