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Pelo menos seis prefeitos de Santa Catarina tiveram celulares clonados

Além do acesso ao sistema da operadora, os criminosos acompanham a rotina de conversas das vítimas para identificar qual pessoa da lista é mais vulnerável

Everton Palaoro
Porto Belo
22/06/2018 às 11H43

Aumentou para seis o número de prefeitos catarinenses que tiveram os celulares clonados. No Oeste, houve a transferência de R$ 200 mil da conta de uma prefeitura. A informação é da Divisão de Repressão a Crimes na Internet da DEIC (Diretoria Estadual de Investigações Criminais), que emitiu alerta sobre o golpe da clonagem de chip de aparelhos de celular nesta quinta-feira (21).

O titular da Divisão de Repressão a Crimes na Internet, delegado Luiz Felipe Rosado, não revelou qual prefeitura foi vítima do golpe. Apenas informou que o dinheiro foi transferido para uma conta e rapidamente desapareceu. Segundo Rosado, para que a clonagem ocorra é preciso que exista a participação de um funcionário da operadora.

Prefeito Emerson Stein, de Porto Belo, foi uma das vítimas - Divulgação/ND
Prefeito Emerson Stein, de Porto Belo, foi uma das vítimas - Divulgação/ND



"Quando o chip é clonado o celular 'sai do ar', como se houvesse uma pane. O criminoso, então, passa a usar o WhatsApp como se fosse o proprietário, já que todos os dados são recuperados, inclusive a foto permanece a mesma", disse.

Os casos de clonagem começaram em Balneário Camboriú no dia 11 de junho. Na ocasião, o golpista tentou solicitar R$ 100 mil em nome do prefeito Fabrício Oliveira. 

Além do acesso ao sistema da operadora para clonar o chip, os criminosos acompanham a rotina de conversas das vítimas para identificar qual pessoa da lista é mais propícia a cair no golpe. Nos casos de Balneário Camboriú e Porto Belo, a operadora foi a Tim. A empresa foi procurada pela reportagem, mas informou, via assessoria de imprensa, que não irá se pronunciar.

A Divisão de Repressão a Crimes na Internet não informou em qual prefeitura do Oeste foi registrada a tranferência, mas confirmou que a pessoa que fez a operação poderá ser punida. Segundo normas da administração pública, todo pagamento obedece aproximadamente a seis etapas antes de ser executado: previsão orçamentaria, contratação mediante licitação ou dispensa, empenho, emissão da nota de serviço ou produto, liquidação da nota e pagamento.

A Polícia Civil orienta a população a realizar a verificação em duas etapas do aplicativo WattsApp. No Android, a recomendação é ir no menu "Configurações", seguido por "conta" e "ajustes em duas etapas". No IOS, o usuário deve ir em "Ajuste", "Conta" e "Verificação em duas etapas".

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