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Quarta-Feira, 21 de Novembro de 2018
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Polícia fecha pela segunda vez clínica de estética que funcionava como casa de prostituição

Operação da Delegacia de Jogos e Diversões voltou ao mesmo endereço no Centro de Florianópolis e verificou descumprimento de interdição

Fábio Bispo
Florianópolis

Duas semanas depois de fechar uma clínica de estética de fachada no Centro de Florianópolis, a delegada Michele Correa e sua equipe voltaram a bater no endereço — uma cobertura na rua 7 de Setembro — na tarde desta quinta-feira (10). No local, a polícia flagrou novamente a exploração sexual de mulheres por meio de cafetinagem. “Elas serão levadas à delegacia por descumprimento da interdição do estabelecimento”, afirmou a delegada.

Divulgação/Polícia Civil
Desvio de finalidade. Casa de estética era fachada para exploração sexual por meio de cafetinagem 


Pelo menos oito pessoas, incluindo a proprietária do estabelecimento e dois clientes, foram levadas para 1ª Delegacia de Polícia da Capital para prestarem depoimentos no inquérito que apura a manutenção de casas de prostituição em Florianópolis.

No dia 22 de fevereiro a polícia já havia interditado o local e levado 10 mulheres para delegacia. O local se apresentava como uma clínica de estética e as garotas trajavam apenas jalecos brancos, sem roupas de baixo, e ofereciam o serviço de massagem.

“A massagem era a senha para fazer o programa”, disse Michele. O local mantinha equipamentos e decoração de uma clínica. No entanto, segundo a delegada, se tratavam de equipamentos obsoletos e sem uso.

Segundo apurou a polícia, a proprietária da casa teria dito que os problemas com a falta de alvará estariam resolvidos e as chamou novamente para o local. Para manter o estabelecimento com alto valor de aluguel no centro da cidade, a proprietária ficava com até 70% do faturamento das garotas de programa. Cada mulher chega a fazer até R$ 600 por dia em programas, segundo a delegada. 

“Ficaram caracterizados três tipos de crimes, a exploração sexual ou rufianismo, manter casa de prostituição e desobediência da determinação anterior para o fechamento”, afirmou a delegada.

Andrey Lehnemann/PC/ND/Divulgação
Mais de 20 estabelecimentos que funcionavam como casas de prostituição


A polícia atua em duas frentes para coibir a manutenção de casas de prostituição, uma através de inquérito policial que investiga os proprietários e outro através da fiscalização dos alvarás de funcionamento.

“Muitas dessas casas funcionam como wiskerias, saunas, clínicas de estética, casas de massagem, mas é tudo fachada para a exploração sexual. É isso que estamos combatendo”, emendou Michele.

Em seis meses, a polícia por meio da Delegacia de Jogos e Diversões já interditou mais de 20 estabelecimentos de prostituição em Florianópolis, boa parte no Centro, onde a exploração sexual ocorria por meio de terceiros.

No entanto, mesmo assim, alguns estabelecimentos conseguiram cautelares da Justiça, depois de apresentarem alvarás de funcionamento, para voltarem a abrir as portas. “Ao final do inquérito vamos apresentar à Justiça que esses locais, na verdade, são casas de prostituição e esperamos que a Justiça reveja sua decisão, se não vou acreditar que não existe lei neste país”, declarou Michele. 

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