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Pedestres e ciclistas serão os primeiros a usar a ponte Hercílio Luz, em Florianópolis

Ipuf apresenta o conceito para a utilização da estrutura. Parte crítica da restauração está prevista para a noite desta sexta, mas depende de uma avaliação da condição climática pela manhã

Michael Gonçalves
Florianópolis
05/10/2017 às 18H28

Após a obra de restauração da ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, prevista para terminar em dezembro de 2018, os pedestres e os ciclistas serão os primeiros a passar sobre a ligação entre a Ilha e o Continente. Segundo o diretor da região metropolitana do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), arquiteto e urbanista Michel Mittmann, o projeto Ponte Viva Hercílio Luz prevê que a utilização da estrutura deve priorizar os modais responsáveis pelo transporte do maior número de pessoas. O projeto ainda não foi finalizado e continua em discussão.

Quando a reforma for concluída, a prioridade será para ciclistas e pedestres - Marco Santiago/ND
Quando a reforma for concluída, a prioridade será para ciclistas e pedestres - Marco Santiago/ND



A proposta foi apresentada na quinta-feira (5) durante um evento do programa Oficinas Criativas, da Associação FloripAmanhã, no auditório da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas). “Fomos acostumados a reservar espaços para os carros em detrimento das pessoas. Agora, a intenção é dar prioridade ao transporte público e, gradativamente, inserir os automóveis. Veículos de emergência, táxis, carros compartilhados com três pessoas ou mais também podem ser inseridos no projeto”, explicou o arquiteto.

O Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura) estima que a ponte Hercílio Luz possa receber até 20% do fluxo das pontes Colombo Salles e Pedro Ivo Campos. De acordo com os cálculos do Plamus (Plano de Mobilidade Urbana Sustentável), as duas pontes em atividades recebem 150 mil veículos por dia, que transportam cerca de 193.500 pessoas.

“Para transportar 38.700 pessoas, que são os 20% do total de veículos que passam pelas pontes diariamente, só precisaríamos deslocar as 16 linhas de transporte coletivo de Florianópolis que atendem o Continente para a ponte Hercílio Luz. Isso porque as 16 linhas transportam 38.178 pessoas”, esclareceu o diretor do Ipuf.

Mittmann também espera abrir espaço para as bicicletas criando mais ciclovias e ciclo faixas para o acesso à ponte Hercílio Luz. Tanto que uma das poucas intervenções do Parque da Luz deve ser a criação de uma ciclovia cortando a área de lazer.

 

O cálculo diário do tráfego nas pontes Pedro Ivo e Colombo Salles

150 mil automóveis, que transportam 193.500 pessoas, com média de 1,29 pessoa por carro;

6.100 caminhões;

24.500 motos;

4.900 ônibus, que transportam 158.000 pessoas, com média de 32,24 pessoas por coletivo.

Fonte: Plamus

 

Operação de transferência de carga depende da condição climática

Uma reunião na manhã desta sexta-feira (6), às 10h, com a presença de um meteorologista encaminhado pela Defesa Civil do Estado, vai apresentar o plano de contingência e definir a realização ou não da transferência de carga do vão central da ponte Hercílio Luz programada para as 22h. Nesta quinta-feira (5), a previsão para sexta-feira é de rajadas ocasionais de 35 a 40 km/h. O engenheiro fiscal de obra do Deinfra Wenceslau Diotallevy explicou que ventos de 40 km/h podem adiar a operação.

Para trocar as barras de olhal e os pendurais, a empresa portuguesa Teixeira Duarte vai elevar o vão central em 40 centímetros durante quatro etapas. Serão 54 macacos hidráulicos e 200 pontos de monitoramento, que controlarão o processo. Em função disso, as famílias e comerciantes que estão na região não serão retirados.

São 12 casas, 13 ranchos de pesca, quatro comércios, um forte, um museu e dois órgãos do governo. “Estamos ansiosos com a operação, porque o risco é notório. Eu vou trabalhar na madrugada e volto para o rancho de pesca pela manhã para ver se está tudo bem”, contou o porteiro André Luiz Fernandes, 42, que complementa a renda pescando corvina e pescada amarela.

O coordenador regional da Defesa Civil Estadual, Ricardo Angelo Volpato, os engenheiros do Deinfra e das empresas envolvidas darão o parecer final. “Vamos apresentar as previsões das condições climáticas para o momento da operação, com a presença de um meteorologista. Quem vai decidir pela continuidade da operação são os técnicos, mas a precisão é de muita chuva e vento”, contou. Com o apoio da GMF (Guarda Municipal de Florianópolis) e do Corpo de Bombeiros, mais de 20 pessoas ficarão em contato com os moradores e comerciantes.

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