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Paulo Bauer fala de candidatura ao governo de Santa Catarina, alianças, Alckmin e delações

Senador é o principal nome cotado para concorrer ao Governo de Santa Catarina pelo PSBD

Felipe Alves
Florianópolis
12/09/2017 às 08H56

Líder do PSDB no Senado, o catarinense Paulo Bauer é cotado para ser candidato ao governo do Estado em 2018. Em um cenário diferente de 2014, quando chegou a 30% dos votos e ficou em segundo lugar, o PSDB aguarda as movimentações políticas para decidir possíveis coligações. “A única coligação que nunca acontecerá em nenhuma hipótese é com o PT. Todas as outras são hipóteses possíveis”, diz ele, que apoia Geraldo Alckmin como candidato à presidência da República. Listado como um dos parlamentares mais influentes pelo Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), Bauer acredita que a reforma política irá trazer dois benefícios importantes para o país: o fim das coligações nas eleições proporcionais e a clásula de barreira para o funcionamento parlamentar.

 

Senador Paulo Bauer - Marco Santiago/ND
Senador Paulo Bauer - Marco Santiago/ND



Recentemente o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) divulgou a lista com os cem parlamentares mais influentes do Congresso brasileiro e o seu nome aparece na lista. A que o senhor atribui esse feito?

A experiência depois de seis anos de mandato faz com que você comece a ter relação de confiança com demais senadores, independente de partido. E também pelo número de projetos que eu já apresentei e que tramitam na casa, que têm uma boa consistência, fundamentação e vão fazendo com que você adquira um grau de confiabilidade e de relacionamento pelo tempo e pela postura. Aliado a estes aspectos, veio o exercício da liderança da bancada do PSDB. Fico muito orgulhoso, me alegra muito, mas mais do que isso dá também uma grande responsabilidade.

 

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado vota nesta quarta o projeto criado pelo senhor que prevê que os presos paguem pelas tornezeleiras que usam. Qual é a sua expectativa com este projeto?

O Brasil gasta hoje R$ 25 milhões por ano só com tornozeleira eletrônica. Não se deve falar apenas do aparelho que custa em torno de R$ 400, mas eles precisam ter um chip com o sistema de comunicação de dados. Além disso, tem que ter uma sala de monitoramento, pois toda vez que um apenado descumpre uma decisão judicial se ele sai do domicílio dele, comprova-se para o juiz que ele saiu do local mediante gravação. Então é preciso um sistema de controle online. Nos casos de prisão domiciliar em que o preso pode trabalhar fora de casa e ter uma renda, por que não pode pagar a tornozeleira? A tornozeleira tem que ser cobrada do apenado até por que não podemos pagar por um benefício que ele tenha em função de um crime que ele cometeu. Ou seja, ele comete um crime contra a sociedade, a Justiça dá uma penalização, ele vai pra casa e ainda vamos pagar para ele ter esse benefício da penalidade suavizada?  A senadora Simone Tebet  (PMDB), que é a relatora do projeto, está estabelecendo que se o sujeito não tiver possibilidade de pagar a conta, o juiz poderá determinar a gratuidade.

 

Sobre as eleições para 2018 no Governo do Estado. Sua vontade é concorrer pelo PSDB?

O PSDB hoje é um dos grandes partidos de Santa Catarina. Por estar nessa condição e presente diretamente em 80 governos municipais e outros 100 eu diria que o partido tem hoje a musculatura suficiente para desenvolver uma campanha para governador do Estado. Nós já fizemos isso na última vez quando eu fui candidato. Depois do PSDB ter ajudado a eleger outros partidos, é natural que o PSDB tenha chegado ao ponto de se achar fortalecido para apresentar uma candidatura a governo do Estado. Principalmente considerando que em 2014 tivemos uma candidatura que fez 30% dos votos e que só não chegou no segundo turno por que a soma das oposições não chegou aos 50% dos votos. Meu nome é lembrado, é citado, e fico feliz por isso. Tenho dito que se eu fui candidato na vez passada com todas as dificuldades e adversidades, penso que desta vez poderei ser um candidato muito mais identificado com aquilo que a sociedade espera de um Governo do nosso Estado, que precisa dar um grande salto. Eu coloco esse salto em cinco pontos: oportunidades de emprego para a nossa juventude, estimular as empresas de Santa Catarina, saúde, segurança pública e educação.

 

Aqui no Estado o PSDB trabalha com quais possibilidades de coligação?

Por enquanto não temos nenhuma definição concreta. A única coligação que nunca acontecerá em nenhuma hipótese é com o PT. Todas as outras são hipóteses possíveis. O PSDB já ajudou demais grandes partidos, então não temos problemas com nenhum partido, mas sabemos que os partidos têm problemas uns com os outros.

 

No cenário nacional como o senhor avalia a posição do PSDB para as eleições de 2018? A princípio o Geraldo Alckmin que deve concorrer.

O PSDB tem hoje a possibilidade de lançar uma candidatura que representa o que o Brasil espera: honestidade, responsabilidade e competência. Não adianta ter uma destas três. A responsabilidade está sempre no oposto da popularidade. A honestidade não é uma coisa que se compra na esquina, mas se demonstra. E a competência só vem com o tempo. Acho que essas três condições estão presentes na vida de Geraldo Alckmin.

 

Como o senhor vê a delação do ex-ministro Antonio Palocci?

Não me causou surpresa por que todos sabemos que o Brasil foi comandado por uma quadrilha na última década. Essa quadrilha tinha personagens destacados e ocultos e o Palocci seria um personagem oculto. Ele prestou um grande serviço ao país de colocar a nu publicamente quem é quem no ambiente da quadrilha e, principalmente, quem é o chefe. Temos que exigir que os partidos políticos sejam de fato selecionadores e que tenham qualidade. A reforma política vai determinar duas coisas fantásticas e extremamente positivas: o fim das coligações nas eleições proporcionais e a cláusula de barreira para o funcionamento parlamentar.

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